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Fundação AMI

“Isto está mais bonito”

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Bonito foi o adjetivo escolhido por Maria Graça, 78 anos, ao ver o novo rosto de uma casa que conhece bem: o Centro Porta Amiga das Olaias. Entrou aqui pela primeira vez há mais de 15 anos. Recorda-se desse dia com uma nitidez dolorosa. “Não queria aqui vir por vergonha. Mas tinha muita fome. Quando vi o prato de comida à minha frente, chorei”, confessa emocionada. Atualmente, com o apoio desta segunda casa, recupera de uma vida que lhe empurrou os dois filhos para a droga. “Só encontro aqui gente boa e amiga”, afirma durante um almoço tranquilo na companhia do marido num espaço com cheiro a novo.

 

Veja aqui mais imagens do Centro Porta Amiga das Olaias

 

Após dois meses de trabalhos de remodelação, o Centro Porta Amiga das Olaias está de facto mais bonito. Hoje de manhã, o primeiro equipamento social inaugurado pela AMI arrumou o material das obras, limpou o pó e recebeu em clima de festa algumas das pessoas que ajudaram com mais de 66 mil euros a concretizar esta muito desejada e aguardada renovação. Graça Rebocho e Michelle Menezes, da Fundação PT e João Semedo, da imobiliária Era Telheiras/Lumiar foram acolhidos por Fernando Nobre, Presidente da AMI, e viram “in loco”, o resultado e o impacto dos donativos angariados pelas empresas que representam. Para a melhoria de um dos espaços de combate à pobreza e exclusão social mais emblemáticos de Lisboa, contribuíram também todos os que aderiram à Operação Ser Solidário nas caixas Multibanco da SIBS e à Campanha de Natal da FNAC.

 

As pessoas, como a Maria Graça que, diariamente, acorrem a este Equipamento Social encontram agora um espaço mais agradável. A zona dos balneários está completamente renovada e refeitório pintado de fresco. Fernando Nobre agradeceu a generosidade de confiança de todos, salientando que, atualmente, perto de 60 por cento do orçamento da AMI é obtido precisamente pelos donativos de particulares e empresas.

 

Para a diretora do centro, Margarida Mendes, é um novo começo num espaço que conhece bem e que há muito carecia de uma remodelação e uma pintura fresca. “Estamos muito contentes e entusiasmados com o resultado final. Foram uns meses complicados aqui com as obras, pois nunca fechámos as portas, mas o resultado final é muito bom.  O centro está mais acolhedor e funcional, não só para os colaboradores, mas sobretudo para os beneficiários que nos procuram”, confessa.

 

O nosso obrigado a todos os que, direta ou indiretamente, contribuíram para tornar o Centro Porta Amiga das Olaias um espaço mais humano, digno e acolhedor. 

Linka-te aos Outros: Incentivar jovens a pensar na responsabilidade social

Na primeira quinzena de Junho, foram apresentados publicamente os resultados dos dois projetos vencedores do Linka-te Aos Outros. A AMI participou nas cerimónias e felicitou os jovens pelo impacto social que geraram nas cidades de Almeirim e Funchal.

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Um dos vencedores deste ano teve como destinatário o Lar de São José de Almeirim através do projeto "Ajudar o próximo também faz parte da tua conquista".

 

A iniciativa solidária partiu dos alunos da Escola Secundária Marquesa da Alorna, orientados pela professora responsável Maria Luísa Pinto Carneiro. O objetivo do projeto: criar um intercâmbio geracional, sensibilizando os jovens para os problemas e necessidades enfrentadas pelos idosos.

 

Para atingirem esse objetivo, os alunos desenvolveram diversas estratégias e atividades. De jogos, a atividades de motricidade e passeios. Elaboraram ainda um livro com histórias de vida de alguns idosos. Paralelamente, ofereceram cinco cadeiras de rodas a seniores oriundos de famílias sem meios financeiros. No dia da sessão de apresentação, 1 de Junho, assistiu-se com muita emoção aos frutos desta partilha de tempo e à gratidão espelhada no olhar dos jovens e dos idosos, nesta experiência que irão prolongar.

 

Outro dos vencedores da iniciática foi o  clube Viver a Vida da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Horácio Bento de Gouveia, no Funchal. Já com uma década de existência, este clube criou um projeto que visa valorizar a educação para a solidariedade e reconhecer o voluntariado como meio de participação e cidadania ativa. A ideia foi imprimir nas escolas da Região Autónoma da Madeira (RAM) uma cultura de voluntariado, criando uma rede de colaboração entre estabelecimentos de ensino e Organizações Não Governamentais (ONG). Para tal,  as escolas aderentes criaram núcleos de voluntariado e de coordenação de trabalho.

 

Este projeto revelou-se um êxito e estamos seguros que continuará a dinamizar o voluntariado  nas escolas nesta região autónoma.

 

O Linka-te aos Outros regressa em outubro. Saiba mais neste link.

Equipa da AMI mantém-se na região no apoio à população do Nepal

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Um novo sismo abalou o Nepal esta manhã. Ligeiramente menos violento que o registado no dia 25 de abril, teve o seu epicentro próximo do Evereste e muito perto da zona de atuação da equipa da AMI no terreno e alcançou uma magnitude de 7,3 na escala de Richter.

 

Segundo as informações transmitidas pela equipa da AMI que se mantém na região, os seus efeitos foram menos devastadores, nomeadamente no que toca ao número de vítimas, mas a destruição das infraestruturas e dos edifícios é agora generalizada.

 

A AMI presta assistência médica e apoio alimentar e psicológico à população de dez aldeias desde a semana passada e vai, em conjunto com os seus parceiros locais, implementar projetos de reconstrução nos próximos dois anos, apelando para isso à solidariedade e apoio dos portugueses que podem dar o seu contributo, efetuando o seu donativo online em: http://donativo.ami.org.pt; através do NIB 000700150040000000672 ou ainda do serviço “Ser Solidário” no Multibanco, selecionando: Transferências> Ser Solidário> AMI.

Nepal é o destino do 24º Peditório da AMI

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O Nepal é o destino do 24º Peditório da AMI. A angariação de fundos realiza-se, em Portugal continental e Açores, nos próximos dias 7 a 10 de Maio. Perante a dimensão da catástrofe a AMI decidiu desenvolver projetos de emergência dedicando até 200 mil euros ao apoio das vítimas do terramoto.

 

Atualmente, a AMI tem no terreno dois elementos da ONG indiana Friend's Society, parceira de longa data, a realizarem um levantamento de necessidades. Água, alimentos, medicamentos e abrigos são as prioridades imediatas que se fazem sentir localmente.

 

Em Portugal, a partir do próximo dia 7, centenas de voluntários e colaboradores da AMI irão apelar à solidariedade da sociedade civil tendo-se decidido que este Peditório irá financiar esta Missão de Urgência.

 

Pode ainda ajudar a população nepalesa com efetuando o seu donativo online em: http://donativo.ami.org.pt ; através do NIB 000700150040000000672, IBAN PT50 0007.0015.00400000006.72, se mora no estrangeiro ou ainda do serviço “Ser Solidário” no Multibanco, selecionando: Transferências> Ser Solidário> AMI.

 

A AMI relembra ainda que o Peditório realiza-se na rua e em espaços comerciais por voluntários credenciados, não sendo permitido qualquer pedido “porta a porta”.

NEPAL: AMI apoia vítimas do terramoto

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A Fundação AMI decidiu apoiar com uma verba até 200 mil euros as vítimas do terramoto no Nepal. Esta ajuda será disponibilizada à população mais atingida pela catástrofe, através das parcerias que a AMI mantém há anos com várias ONGs locais do Nepal e países circundantes (Índia, Bangladesh, Paquistão e China) cuja informação, rapidez e credibilidade de atuação são reconhecidas pela AMI.

Nas últimas horas, a AMI tem desenvolvido intensos contactos com estes seus parceiros. Neste momento, a ONG indiana, Friend's Society, parceira da AMI desde 1990, já tem dois elementos no terreno a realizarem um levantamento de necessidades nas áreas de água e saneamento, abrigo e alimentação;

Para ajudar a população nepalesa através da AMI é possível fazer um donativo online em: http://donativo.ami.org.pt ; através do NIB 000700150040000000672 ou ainda do serviço “Ser Solidário” no Multibanco, selecionando: Transferências> Ser Solidário> AMI.

Catarina Gomes (Público) e Pedro Miguel Costa (SIC) ganham 17º Prémio Jornalismo Contra a Indiferença

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Os vencedores do 17º Prémio Jornalismo Contra a Indiferença 2014 são Catarina Gomes (Público) com os trabalhos “Perdeu-se o Pai de José Carlos” e “Infância de Vitrine” e Pedro Miguel Costa (SIC) com a reportagem “Faz de Conta que é uma casa” .

 

O júri atribuiu ainda menções honrosas a Miriam Alves (SIC) com o trabalho “O Labirinto de Soraia”, a Ricardo J. Rodrigues (Notícias Magazine) com a reportagem “Trabalhos Forçados” e, finalmente, Sílvia Caneco (Jornal i) pelos trabalhos “Carolina, 15 anos, voltou a ser vítima de abusos"; "Bloggers querem ajudar Carolina a ter uma casa nova", "Carolina, duas vezes vítima de abusos, tem finalmente uma casa nova" e “Ministério da Educação reabre investigação à antiga escola de Carolina".

 

Os prémios foram atribuídos, ontem, dia 21 de Abril, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, no encerramento do Colóquio AMI Jornalismo Contra Indiferença.

 

Para o júri a reportagem “Perdeu-se o pai de José Carlos” chama a atenção para a questão do Alzeihmer, focando o drama do cuidador e as falhas do sistema. Um tema ao qual ninguém pode ficar indiferente, ainda mais numa sociedade com um envelhecimento acelerado. Já “Infância de Vitrine” revela uma história do nosso passado que faz pensar no presente e no perigo da estigmatização das doenças.

 

Para o júri a reportagem “Faz de conta que é uma casa” , mereceu também o primeiro prémio por ser um retrato perfeito dos nossos dias. Um condomínio de luxo que a crise deixou em tijolos e serve hoje de casa a quem a falência da construção civil deixou sem trabalho. Um teto com vista para a autoestrada da indiferença.

 

Relativamente às menções honrosas, o júri premiou “O Labirinto de Soraia” pela importância do tema, a saúde mental na infância, e pela qualidade da abordagem, nomeadamente da imagem. A nível europeu, Portugal é um dos países que mais sofre esta realidade e a inexistência de respostas. Já a peça “Trabalhos Forçados” chama a atenção para o drama dos idosos. Este não é, de facto, um país para velhos. Numa sociedade envelhecida e em crise, faltam respostas para a pobreza na terceira idade. Cada vez mais o sustento dos filhos que o desemprego faz regressar a casa. Finalmente, o conjunto de trabalhos que retrata um caso de violência juvenil do abuso sexual e a falta de resposta da escola e da sociedade. Estas reportagens tiveram o mérito de despertar consciências, conseguindo soluções. Mostram que, por vezes, o jornalismo ainda consegue fazer a diferença.

 

O 17º Prémio AMI Jornalismo contra a Indiferença teve como convidado especial António Perez Metelo e como júri, o presidente da AMI, Fernando Nobre; os vencedores da edição anterior, Ana Sofia Fonseca (SIC) e Rita Colaço (Antena 1); a amiga da AMI, Paula Sarmento; e ainda Maria José Mata, pela Escola Superior de Comunicação Social.

 

Ao longo dos últimos 16 anos, a AMI recebeu 808 trabalhos elaborados por 522 profissionais de comunicação social.

AMI reforça apoio ao emprego e a estudantes universitários

Press release

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A partir de hoje, pessoas recentemente empregadas ou em vias de encontrar emprego podem contar com um novo apoio da AMI: O Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social. Trata-se de uma bolsa de 20 mil euros a ser atribuída pelos Equipamentos Sociais da AMI aos beneficiários inscritos nestas infraestruturas e que tenham ou estejam em via de regressar ao mercado de trabalho. O apoio será no máximo de 100 euros por pessoa no primeiro mês de trabalho.

 

Para o próximo ano letivo, a AMI coloca à disposição dos estudantes o Fundo Universitário AMI. O objetivo é apoiar a formação académica de jovens que não disponham dos recursos económicos necessários para o prosseguimento de estudos no ensino superior ou que, no decurso da sua licenciatura, se encontrem subitamente numa situação financeira crítica. As candidaturas a este programa estarão abertas em concurso online, no site da AMI, de 1 de setembro a 31 de outubro. Os resultados serão anunciados igualmente no site da Fundação até ao dia 30 de novembro de cada ano.

 

Os regulamentos do Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social e do Fundo Universitário AMI estão disponíveis em www.ami.org.pt

 

Em Portugal, a AMI apoiou em 2014, 31.500 pessoas, 14.400 das quais de forma direta e personalizada através dos seus 17 equipamentos e respostas sociais.

Guiné-Bissau: AMI amplia escola primária

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A AMI está a ampliar a escola primária em Wato, na Guiné-Bissau. O estabelecimento de ensino erguido pela AMI em 2009 está a crescer, conhecendo mais duas salas de aula com capacidade para acolher diariamente uma centena de crianças. A escola que recebe alunos do 1º ao 6º ano verá estes trabalhos de ampliação concluídos no final deste mês.

 

Este projeto de promoção da educação conta com o financiamento do torneio de golfe solidário a realizar-se no dia 28 de março no Vidago Palace Hotel, da Aventura Solidária AMI , que parte para a Guiné-Bissau no dia 24 de abril, e ainda da empresa portuguesa Origama.

 

Pode colaborar e financiar as obras nesta escola através da plataforma donativo.ami.org.pt

 

BRASIL: AMI alarga intervenção no Rio de Janeiro e Milagres

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A AMI vai reforçar o apoio a duas ONG brasileiras (Metamorfose e ACOM), financiando projetos sociais no Rio de Janeiro e em Milagres, respetivamente. São as duas faces do Brasil, rural e urbano, que, após a missão de avaliação realizada entre os dias 23 de fevereiro e 3 de março, verão alargado o apoio humanitário oferecido pela AMI.

 

No Rio de Janeiro, a ONG Metamorfose desenvolve um importante e árduo trabalho de sensibilização social junto da comunidade infanto-juvenil da favela de Xerem. Problemáticas de toxicodependência e prostituição são o contexto comum no qual se encontra grande parte desta população. A organização brasileira desloca-se a três áreas desta favela, apoiando localmente mais de três dezenas de jovens que pretendam dar um novo rumo às suas vidas.

 

Rural e urbano: as duas faces do Brasil contemporâneo

A AMI nesta missão desafiou os responsáveis da Metamorfose  a replicarem o prémio “Linka-te aos Outros”, colocando à disposição o regulamento desta iniciativa e os fundos necessários para a realização de projetos nascidos e implementados pela comunidade escolar.  Paralelamente, existem ainda duas ações que podem concretizar-se no decorrer deste ano. Uma primeira ligada ao apadrinhamento de crianças em idade escolar que necessitem de apoio nas despesas de educação e, finalmente, um projeto denominado “Meninas Esperança” dirigido a raparigas toxicodependentes. Nesta missão de avaliação, a AMI revelou abertura em apoiar estes projetos, ajudando esta ONG a mudar a vida destes jovens e crianças rumo a um futuro mais digno e feliz.

"Temos em curso um projeto ainda mais ambicioso. Trata-se de dotar a comunidade de água potável através de uma rede canalizada com ligação direta a dois reservatórios com 10 mil litros cada."

Já no nordeste brasileiro, a AMI continuará a apostar no desenvolvimento da comunidade de Genipapeiro II. Situada a 10 quilómetros de Milagres, esta aldeia recebeu os aventureiros solidários da AMI que construíram uma vedação de proteção dos terrenos agrícolas. Esta obra permitiu desde logo desenvolver hortas comunitárias, não só para consumo próprio, como também para venda, criando assim uma dinâmica de sustentabilidade.

 

Atualmente, temos em curso um projeto ainda mais ambicioso. Trata-se de dotar a comunidade de água potável através de uma rede canalizada com ligação direta a dois reservatórios com 10 mil litros cada. A iniciativa está a ser um sucesso e será alargada das atuais 10 para 40 famílias.

 

Paralelamente, o projeto das hortas comunitárias continua a desenvolver-se a bom ritmo, sendo expetável a criação de uma cultura específica de plantas medicinais, tendo em vista a resolução médica de alguns problemas de saúde, contornando assim a inexistência de uma farmácia.

 

Encontra-se ainda em estudo, o desenvolvimento de atividades na área da pecuária, dotando assim a comunidade de maior autossuficiência alimentar e robustez financeira ao vender os excedentes.

Colômbia: "Trabalhar aqui pressupõe adaptação"

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"Parti para esta missão em terras colombianas para trabalhar com a Fundación Hogar Juvenil. Quando cheguei trazia um olhar atento e curioso que me foi mostrando este povo maravilhoso que me surpreende diariamente.

Fui integrada no departamento de Saúde e Nutrição composto por uma auxiliar de enfermeira e uma nutricionista.

O projeto que estamos a implementar “Un Barullo por la Nutrición de la Primera Infancia” implica trabalhar e ajudar 300 crianças e respetivas famílias, de forma a prevenir, valorizar e recuperar a sua capacidade nutricional. Neste sentido, desenvolvi um processo de avaliação e registo de Consultas de Enfermagem de acordo com os parâmetros avaliados na 1ª infância. Até ao momento os resultados têm sido positivos, permitindo atuar no momento e, prevenir problemas maiores no futuro.   

Nesta segunda-feira, dia 2 de Março, vão começar as aulas que decorem das oito da manhã até as 16 horas. As crianças fazem três refeições na Fundação. Posto isto, iremos desenvolver um conjunto de educações para a saúde com os docentes da Instituição, as crianças e os pais. Estas terão em conta às necessidades encontradas na população, tais como: Nutrição; Prevenção de Acidentes domésticos; Doenças da 1ª Infância; Higiene Pessoal; Saúde Oral; Saber como educar; Primeiros Auxílios, entre outras.

Confesso que vim para a Colômbia com ritmo acelerado e com a vontade e uma força enormes de fazer tudo para "ontem". Aos poucos, fui aprendendo que os ritmos são diferentes, assim como os costumes e o próprio dia-a-dia.

Gradualmente fui-me sentindo em casa neste país desconhecido que me acolheu de braços abertos ao som da Salsa e da Champeta.

Os rostos encontrados, nos percursos feitos diariamente, tornam-se familiares. Um tímido bom dia, antes dito, transforma-se num cumprimento cheio de alegria de alguém que, hoje, encontra um amigo.

Aquele olhar atento e curioso, inicial, transforma-se num olhar, que apesar de continuar constantemente atento e curioso, está mais familiarizado com o que o rodeia.

Trabalhar aqui pressupõe adaptação ao novo meio. Adaptar não significa esquecer o que somos nem a experiência que temos. Pressupõe um equilíbrio entre o conhecido e o que estamos a conhecer.

É preciso compreender que vivo numa sociedade diferente, com um ritmo próprio, com as pessoas e formas de trabalhar distintas. Diferente não significa ineficiente. O fruto sai da fusão entre o melhor de cada mundo.

Os dias na Colômbia são um desafio constante. É descobrir limites e reinventar novos. Obriga-me a ser mais criativa, compreensiva, tolerante e espontânea. No fundo, menos automatizada, menos individualista. Mais Humana. Sigo com o trabalho por cá, com o propósito de honrar a camisola que visto."

 

 Enfermeira Margarida Marques.