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Fundação AMI

IRS: AMI recebe perto de 240 mil euros

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Os portugueses estão cada vez mais generosos e conscientes da importância de decidir o destino dos seus impostos. A AMI recebeu 239.750,24  euros relativos às declarações IRS entregues no ano passado. Um aumento de 54% face ao ano anterior: 155.472.20 euros

Queremos desde já agradecer a confiança que os contribuintes manifestam na AMI. Esta generosidade eleva a nossa responsabilidade e vontade de ir mais longe na construção de um mundo mais justo e solidário.

Aproveitamos para informar que este valor será aplicado no combate à pobreza e exclusão social em Portugal e em projetos humanitários junto de populações manifestamente vulneráveis um pouco por todo o mundo.

Finalmente, apelamos à população que ao entregar neste mês de abril ou no próximo de maio a declaração de IRS continue a apoiar a AMI consignando 0,5% do imposto a liquidar. Para tal, basta assinalar um X no quadro 11 do Modelo 3 e escrever o número: 502744910.

6ª Aventura Solidária ao Brasil – 24 junho a 3 de julho 2016

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Iremos apoiar nesta aventura o projeto de inclusão e resgate de crianças e jovens em risco. Vamos recuperar uma sala que ruiu num este equipamento fundamental para a Associação Comunitária dos Milagres (ACOM), o nosso parceiro local, pois acolhe diversas atividades culturais num projeto de resgate de crianças e jovens em risco de abandono escolar e exclusão social.

 

Duração: 9 dias / 8 noites
Grupo: 13 a 15 pessoas

 

- Acompanhamento por 2 especialistas em missão da AMI e o apoio de pessoas locais,
- Passagens aéreas (ida e volta)  a partir de Lisboa,
- Transportes de autocarro a partir e até Fortaleza
- Alimentação/pensão completa durante período estadia
- Seguro de acidentes pessoais e de assistência em viagem
- Guias locais e
- Atividades culturais e lúdica,
- Apoio ao projeto. Ainda pode deduzir do seus impostos majorado em 40% até o valor de 300€

 

Preço: 1950 euros*

 

Para aventureiros brasileiros preço sob consulta.

 

Itinerário
•Dia 1: Partida de Lisboa
•Dia 2: Chegada ao Sítio Varjota, apresentação da equipa e jantar no Sítio Taboquinha
•Dia 3: Atividades de trabalho voluntário, amostra de forró e jantar na comunidade Sítio Nazaré
•Dia 4: Atividades de trabalho voluntário e visita às áreas da periferia
•Dia 5: Atividades de trabalho voluntário, conhecer o funcionamento de um engenho de cana de açucar e serão cultural com música ao vivo
•Dia 6: Saída para Juazeiro do Norte e passei ao Crato
•Dia 7: Atividades de trabalho voluntário, almoço comunitário e amostra cultural no Sítio Genipapeiro II
•Dia 8: Partida para Cumbuco e passeio de buggy pelas dunas
•Dia 9: Praia com pequeno almoço e partida para Fortaleza
•Dia 10: Chegada a Lisboa



Mais informações: aventura.solidaria@ami.org.pt
ou através do link

 

 

AMI apoia dois projetos de saúde no Uganda

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Regressada do Uganda, a nossa equipa analisou no terreno e avançou com o apoio a dois projetos de saúde em parceria com organizações locais. Reforçámos o apoio à ONG “Mission for Community Development” no desenvolvimento de comunidades saudáveis no distrito de Buikwe, que irá melhorar os serviços de saúde materno-infantil, fortalecer e ampliar o acesso a água e a saneamento.

 

Paralelamente, temos trabalhado desde 2013, com a ONG Action for Disadvantaged People no Uganda, no combate ao HIV/SIDA no distrito de Wakiso. O novo projeto visa melhorar a assistência às pessoas afetadas, sendo seus beneficiários diretos, 100 famílias constituídas por mulheres, crianças órfãs afectadas ou infectadas pelo vírus.

Nicarágua: AMI promove saúde materna

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A AMI está a desenvolver, na Nicarágua, um projeto de fortelecimento da rede de parteiras tradicionais. Implementada com o apoio do parceiro Aciòn Medica Cristiana, esta iniciativa procura oferecer cuidados de saúde para mulheres grávidas, apostando na formação que vise a prevenção da mortalidade materna. Iniciado em 2014, este projeto está a ser implementado em oito comunidades do Rio Prinzapolka, Região Antónoma do Atlântico Norte (RAAN).
Desde janeiro que este projeto conta com o apoio no local da médica Vânia Moutinho. A voluntária da AMI encontra-se neste momento a apoiar o parceiro na elaboração de material educativo, planos e metodologia para formaçao de agentes de saúde e ainda na redaçao de diagnósticos em 30 comunidades. melhorar a saúde materna destas comunidades.

Termos de Referência Chefe de Missão – Guiné-Bissau

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DESCRIÇÃO:

A AMI é uma Organização Não Governamental portuguesa, privada, independente, apolítica e sem fins lucrativos. Desde a sua fundação, a 5 de Dezembro de 1984, a AMI assumiu-se como uma organização humanitária inovadora em Portugal, destinada a intervir rapidamente em situações de crise e emergência e a combater o subdesenvolvimento, a fome, a pobreza, a exclusão social e as sequelas de guerra em qualquer parte do Mundo.

 

O/A candidato/a selecionado/a irá integrar a Missão da Fundação AMI na Guiné-Bissau, sedeada na Região de Quinara.

 

O projeto “Intervenções de Alto Impacto: Saúde Comunitária em Quinara 2014-2016” teve início em maio de 2014 e decorrerá até julho de 2016. Tem como objetivo geral “Contribuir para a disponibilidade de serviços de saúde de proximidade às grávidas e crianças menores de 5 anos da Região Sanitária de Quinara”.

 

OBJECTIVOS DO POSTO DE TRABALHO:

O Chefe de Missão é o principal representante da AMI no país.

Deverá, por isso, coordenar a missão da AMI na Guiné-Bissau (Regiões de Quinara e Bolama), ao nível da gestão das equipas, recursos e contactos, bem como, garantir a implementação e seguimento do projeto “Intervenções de Alto Impacto: Saúde Comunitária em Quinara 2014-2017”, gerindo a parceria com a entidade co-financiadora (UNICEF) no terreno.

Deverá, também, apoiar e supervisionar eventuais projetos que sejam implementados na Região Sanitária de Bolama.

Deverá, ainda, propor estratégias de atuação futuras da AMI ao nível da saúde, elaborar e/ou apresentar projetos a financiamento e trabalhar em estreita articulação com o desk responsável, na sede, pela Guiné-Bissau.

 

Funções e responsabilidades:

1 – Ao nível da Chefia de Missão:

  • Representação da AMI (reuniões com outras entidades sempre que necessário);
  • Gestão das parcerias existentes e desenvolvimento de novas parcerias;
  • Exploração de novas linhas de financiamento e financiadores;
  • Supervisão das equipas e projetos da AMI nas Regiões Sanitárias de Quinara e Bolama;
  • Gestão da equipa expatriada (Quinara e Bolama):

  - Execução dos procedimentos oficiais para a entrada, permanência e saída do país;

  - Apoio e gestão da integração na missão e na equipa expatriada;

  - Apresentação de novos elementos a organizações e outros interlocutores;

  - Supervisão do cumprimento de procedimentos internos;

  • Gestão da equipa local (Quinara e Bolama):

  - Selecção e contratação;

  - Supervisão das tarefas a realizar.

  • Gestão logística dos recursos da AMI (casas, veículos, bens de missão);
  • Gestão financeira e contabilidade da missão;
  • Elaboração de relatórios e documentos internos destinados à sede da AMI em Lisboa;
  • Manutenção de um contacto regular com a sede que inclui a produção de relatórios internos periódicos;
  • Outras tarefas pontuais.

 

2 – Ao nível da gestão do projecto de saúde comunitária na Região Sanitária de Quinara:

  • Implementação de algumas das atividades do projeto;
  • Supervisão e apoio na implementação das restantes actividades do projeto;
  • Capacitação de parceiros locais na área da gestão;
  • Monitoria e avaliação;
  • Gestão administrativa, financeira e logística;
  • Elaboração de relatórios para financiadores nacionais e internacionais;
  • Participação em grupos de trabalho relacionados coma área de saúde comunitária no país.

 

PERFIL PRETENDIDO:

Requisitos obrigatórios:

  • Formação superior na área das ciências sociais ou saúde e/ou experiência profissional na área da Cooperação para o Desenvolvimento;
  • Experiência comprovada em gestão de ciclo de projetos de Cooperação para o Desenvolvimento;
  • Experiência de trabalho/voluntariado em países em desenvolvimento;
  • Capacidade de representação institucional;
  • Domínio de ferramentas Office;
  • Capacidade de integração em ambiente multidisciplinar e gestão de equipas;
  • Capacidade de adaptação a contextos isolados e condições adversas;
  • Espírito de trabalho em equipa.

 

Requisitos preferenciais:

  • Experiência prévia na Guiné-Bissau;
  • Experiência / conhecimento prévio da Saúde Comunitária na Guiné-Bissau;
  • Experiência em capacitação de parceiros locais.

 

CONDIÇÕES:

  • Duração: 6 meses, eventualmente renovável.
  • Local de trabalho: Guiné-Bissau, região sanitária de Quinara, cidade de Buba (base da missão), com deslocações à Ilha de Bolama e Bissau.
  • Condições oferecidas: Pacote de benefícios tabelado, que inclui mensalmente: ajudas de custo, subsídio de coordenação, subsídio de alimentação. É também disponibilizado alojamento e seguro internacional durante todo o período em missão. A Fundação AMI assegura também a viagem de início e fim da missão.

 

PROCESSO DE SELECÇÃO

Os interessados deverão enviar o mais brevemente possível um e-mail de candidatura, anexando o seu currículo vitae e carta de motivação para: Fundação AMI/Ângela Pedroso: angela.pedroso@ami.org.pt

Os candidatos seleccionados na primeira fase serão convidados a realizar uma entrevista na sede.

Por motivos de urgência a vaga será preenchida assim que se encontrar o perfil adequado.

Após ser selecionado, o voluntário deverá partir para o terreno o mais rapidamente possível (mês de março 2016).

Conheça os vencedores do Linka-te aos Outros

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Dirigido a alunos do 7º ao 12º ano, este prémio da AMI visa potenciar a consciência social da juventude, incentivando a criatividade e o voluntariado. “Costuras”, ”Emocionar`te”, ”A importância do voluntariado na Educação e na Cidadania Global” e “Ajudar para melhorar” são os quatro projectos vencedores da 6ª edição do Linka-te aos Outros. Os selecionados dividem um apoio de 3200 euros.

 

A Escola Profissional de Aveiro (EPA) apresentou dois projetos vencedores, ambos centrados no apoio a pessoas com necessidades especiais: “Costuras” e “Emocionar`te”. O primeiro pretende reunir brinquedos usados junto de várias entidades, e conferir-lhes uma nova vida, adaptando-os a crianças com necessidades educativas especiais. Ainda na EPA, o segundo projeto vencedor, “Emocionar`te”, visa a animação e promoção de competências junto de utentes com multideficiência em Oliveira do Bairro através da expressão plástica e artística.

 

Da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Horácio Bento de Gouveia chega-nos o projeto:  “A importância do voluntariado na Educação e na Cidadania Global”. A proposta tem como objetivo divulgar, incentivar e promover  a prática do voluntariado nas escolas da RAM (Região Autónoma da Madeira). A confeção e distribuição de refeições a pessoas em situação de sem-abrigo é uma das ações projetadas.

 

Finalmente, a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento rural de Marco de Canaveses apresentou o projeto “Ajudar para melhorar” que consiste em sinalizar e apoiar famílias e idosos desfavorecidos e excluídos socialmente, através da oferta de bens alimentares e outros produtos, transmissão de princípios de organização doméstica, cuidados básicos de saúde e limpeza.

 

Lançado em 2010 nas escolas de todo o país, o prémio “Linka-te aos Outros” já selecionou e financiou dezenas de projetos, com montantes de apoio superiores aos 20 mil euros. Do apoio a famílias carenciadas ao acompanhamento a idosos, os objetivos e ações dos estudantes têm gerado um impacto social importante. A AMI continuará a encorajar e a envolver os jovens nestas ações, pois acredita que são capazes de alterar realidades socialmente injustas e, simultaneamente, cativar outros para ações solidárias e socialmente transformadoras.

Iniciativas de Natal solidárias

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Como habitualmente na época de Natal, a AMI desafa empresas a financiarem cabazes, contribuirem para diversos projetos ou a apoiarem crianças e idosos dos Espaços de Prevenção à Exclusão Social (EPES) dos Centros Porta Amiga.


Cerca de 7 mil colaboradores de diversas empresas aceitaram o desafio solidário, mobilizaram-se permitindo oferecer cabazes de Natal a 2111 famílias e 6945 pessoas apoiadas pela AMI.

Graças a generosidade de todos foi ainda possível entregar prendas às crianças que frequentam os EPES e proporcionar atividades lúdicas aos idosos.


A AMI agradece o apoio da EDP GAS Porto, Würth-Portugal, Azeite Gallo, Nestlé, Ferbar, Innowave technologies, HP Entreprise, RAR Açúcar, Turbomar/Grupitel, Walt Disney Company, Riberalves, Soja de Portugal, FAPIL, Michael Page, Imperial, MaxData, Padaria Portuguesa, IGFSS, Alliance HeathCare, Jonhson&Jonhson, Clube VII, Escola do Comércio de Lisboa, Kelly Services, Sovena, Continente e Hotel Cascais Mirage, Fundação Axa – Corações em Ação e Esporão.

“Para ser feliz uma pessoa necessita apenas de ser honesta”

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Muitas histórias cabem dentro de uma vida, sobretudo quando os momentos mais difíceis e inesperados são atirados para um canto como sobras inúteis por uma convicção que embrulhada num sorriso se faz frase: “Para ser feliz uma pessoa necessita apenas de ser honesta.”

 

Tiago* nasceu na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, há 60 anos. Se fosse amanhã passear pela Sunset Boulevard, em Los Angeles, teria certamente várias centenas de fãs a pedirem um autógrafo e a perguntarem como foi trabalhar com Brad Pitt. O sorriso sereno, olhar meigo e até os pontos negros na face lembram Morgan Freeman. É um homem aparentemente tranquilo. Apesar de ter passado ao lado da carreira de ator, Tiago já representou vários papéis, numa vida preenchida de múltiplas histórias, desafios e “personagens”. As suas mãos já dirigiram cargueiros no Atlântico adentro e viaturas industriais pelos caminhos de Portugal. Actualmente está desempregado. Vive na Buraca com a companheira Susana*, uma guineense ainda mais sorridente e extrovertida, mãe de 11 filhos a viverem a cinco mil quilómetros de distância. “Vimos à AMI não é pela ajuda mas pela amizade”, diz. O rendimento social de inserção de ambos já dá para o aluguer da casa. Nem sempre foi assim.

 

Quando recorreram pela primeira vez ao apoio do Centro Porta Amiga das Olaias, em 2004, a situação era bem mais complicada. Procuravam roupa e ocasionalmente alimentos. Eram um casal mistério que aos poucos se foi abrindo. O desemprego de ambos foi adiando o pagamento da renda. O senhorio perdeu a paciência. Chegou mesmo a retirar as portas e janelas do quarto. Esperando que o frio de Dezembro o ajudasse na expulsão. Conseguiu. “Era uma pessoa muito violenta”, recorda Tiago.

 

Quando pisou o chão de Lisboa em 1968 está longe de imaginar as rasteiras que a vida lhe reservava. Tirou o Curso da Marinha Mercante. Fez-se ao mar. O horizonte lembrava Cabo Verde. Sobravam saudades de Santiago, mas o trabalho, esse não faltava, mão no leme de cargueiros de pesca oceano adentro. Estava em casa sem ter casa, nem terra debaixo dos pés, navegando mar alto durante dias dilatados em semanas, transformados em meses. Seguiu-se curso de manobrador de viaturas industriais pesadas. Trabalhou para algumas das mais importantes empresas de construção civil. “Era capaz de manobrar qualquer máquina. Gruas altíssimas”, recorda. A vida parecia encaminhada, segura e estável. Tinha um apartamento na Estrada da Luz, em Lisboa. Conheceu então a mulher da sua vida, Susana. Já lá vão 20 anos. Amigos e companheiros desde então. “Só nos separamos depois da morte”, diz. “Entendemo-nos bem. Raramente discutimos, apesar de termos olhares diferentes sobre as coisas. É natural”.

 

Quando a vida parece equilibrada, surge uma rasteira. Tiago decide comprar uma casa à confiança e acaba burlado. “Perdi 2450 contos”.   

“ A vida dá muitas voltas. É importante mantermos sempre a nossa dignidade. Esta é feita pela nossa cultura. Até um analfabeto tem cultura, tem a língua que recebeu dos seus antepassados”, afirma.

 

O desemprego empurrou-o para a AMI. Regressemos então a 2004. Vieram ambos à procura de roupa e ocasionalmente alimentos. Em “Bruce, o Todo-poderoso”, Morgan Freeman é Deus disfarçado de empregado de limpezas. Na vida real, Tiago já teve vários empregos. No entanto, na realidade, nunca sabemos quem temos à nossa frente.

 

*Nome fictício

AMI atribui Bolsas de Estudo a 24 estudantes

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Lançado este ano letivo, o Fundo Universitário AMI vai beneficiar 24 estudantes com uma bolsa no valor de 600€. Para simbolizar a atribuição deste apoio, foi realizada, no dia 1 de dezembro, na sede da Fundação AMI, em Lisboa, uma cerimónia com alguns bolseiros. 

Este Fundo, anunciado no início de 2015, surgiu na sequência de pedidos de ajuda de estudantes que não conseguiam prosseguir os seus estudos por não terem como pagar as suas propinas.

Com um orçamento máximo de 20 mil euros, o Fundo Universitário AMI tem pois como objetivo, apoiar a formação académica de jovens que não disponham dos recursos económicos necessários para o prosseguimento de estudos no ensino superior ou que, no decurso da sua licenciatura, se encontrem subitamente numa situação financeira crítica.

Com a atribuição deste Fundo, a AMI espera contribuir para que os jovens beneficiários, muitos deles verdadeiros exemplos de coragem e perseverança, tenham melhores condições para construir um futuro de sucesso, digno e feliz, permitindo, em muitos casos, quebrar o perverso ciclo da exclusão social e da pobreza.

Ciente de que, mais do que alertar para determinadas questões como esta, é imperativo agir, ao atribuir estas bolsas, a AMI considera estar a cumprir um dever, enquanto participante ativa da sociedade civil, que permitirá o acesso a um direito fundamental: a educação de qualidade.

 

 

Haiti: Pela igualdade de género

 

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Atuamente, estamos a apoiar no Haiti um projeto de valorização do papel social da mulher. Em parceria com a Organização Não Governamental REFRAKA financiamos a implementação e reforço de uma rede de rádios comunitárias. Em 2000, verificou-se a impossibilidade das mulheres integrarem a equipa de locutores. Este obstáculo reside na existência marcada de desigualdades de género, traduzidas pela participação reduzida nas estruturas internas e na tomada de decisões. Como forma de lutar contra esta situação de exclusão, um grupo de mulheres jornalistas decidiu criar uma rede com o objetivo de fortalecer a competência, a integração e a participação das mulheres nas rádios e respetivas estruturas de decisão em todo o país, vencendo preconceitos. O processo foi difícil, enfrentaram rejeição e falta de colaboração, mas a determinação destas mulheres garantiu a continuidade deste desafio.  Volvidos 14 anos, estão presentes em nove dos 10 departamentos do país e colaboram com outras rádios em várias regiões, comentando e reportando diversos assuntos. No primeiro ano desta rede, em 2001, contavamos com 15 mulheres. Atualmente temos mais de 250 animadoras, apresentadoras e produtoras nas já 27 rádios comunitárias.

A REFRAKA é ativa na promoção da igualdade de género e na luta contra a violência de género, assim como na sensibilização comunitária para a educação ecológica e mitigação de riscos de catástrofes naturais e ainda, na formação de técnicas de produção jornalística e consciencialização geral. Esta organização é apoiada e cofinanciada pela AMI desde 2009 e, no ano passado, abraçaram mais um projeto especificamente vocacionado para “A participação ativa das mulheres como agentes e divulgadoras sociais em rádios comunitárias” que durará até 2017. Ao mesmo tempo que se reduzem as barreiras de género nas rádios comunitárias, sensibiliza-se a população para a promoção da igualdade de género, combatendo a violência de género. Paralelamente, promovemos o empowerment das mulheres de zonas rurais que se tornam ativistas nas respetivas comunidades. 

Na vertente da formação, realizam-se sessões de formação sobre técnicas de jornalismo, direitos das mulheres e participação ativa de cidadania, liderança e autoestima, entre outras. São ainda organizadas conferências, debates e jornadas de mobilização.

 Relativamente ao apoio às vítimas de violência de género, a REFRAKA está a ter um papel particularmente importante. Do ponto de vista da sensibilização, concebe e implementa programas educacionais e spots sobre a violência baseada no género, o que permite que as mulheres de zonas mais remotas tenham acesso a informações que as podem ajudar a protegerem-se melhor contra a violência, assim como solicitar os serviços de apoio social e judicial. Estão a estabelecer um grupo de trabalho de três pessoas em 10 estações de rádio comunitárias para orientar mulheres e meninas vítimas de violência de género até às estruturas apropriadas de assistência, cuidado e acesso à justiça. De maneira a fortalecer a capacidade técnica das organizações locais para responderem às situações de violência, as rádios comunitárias têm um relatório bem documentado sobre os casos de violações dos direitos das mulheres. A somar a todas estas ações, trabalham ainda em estreita colaboração com organizações de mulheres da capital, Port-au-Prince, para facilitar sinergias e realizam sessões de diálogo entre as mulheres vítimas de violência, estimulando a partilha de experiências, bem como formação e apoio psicológico.