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Fundação AMI

Em nome da Europa, de África e do Médio Oriente, acuso!

Fernando de la Vieter Nobre, Presidente da AMI

 

 Foto: Daniel Etter for The New York Times

 

A imigração em massa em direção à Europa ainda agora « vai no adro ». E é bom precisar que apenas 10% da população em fuga de África e do Médio Oriente consegue chegar ao Mediterrâneo. Os restantes 90% tornam-se ou deslocados nos seus próprios países (IDP) ou refugiados nos países vizinhos, eles próprios incapazes de absorver todas essas famílias em debandada.

Quais são as causas profundas destes êxodos? Como controlá-los e transformá-los de maior desafio a curto prazo para a Europa numa oportunidade excepcional de acabar e compensar os terríveis erros que nós, os «ocidentais», como principais responsáveis, temos vindo a cometer nas últimas décadas ?

Mas isto antes que este enorme desafio degenere no maior pesadelo para a Europa desde o fim da II Guerra Mundial, com o regresso em força de regimes fascistas e o desencadeamento de uma III Guerra Mundial, cujo maior preço será pago pela Europa por não ter sido capaz de se constituir como o terceiro pilar global do Mundo, e estabelecer o equilíbrio necessário com o pilar norte americano (ou anglo-saxónico) e o pilar asiático que se vem construindo a todo o vapor (enquanto o quarto pilar – africano – não venha a construir-se um dia).

A mesa redonda que é o Mundo, com os seus quatro indispensáveis pilares, alcançaria então a estabilidade e harmonia ao contrário do caos para o qual nos estamos todos a encaminhar.

E o mais dramático é que o cenário migratório já em curso, e insustentável a menos que seja feito um  diagnóstico correto seguido de um tratamento adequado, já era previsível há trinta anos ( jamais esquecerei o encontro que tive em Washington com o antigo Secretário Geral da OCDE, Sr. Roger Bovin, há cerca de quinze anos, que me disse então que vinte a vinte e cinco anos mais tarde iríamos assistir à maior vaga migratório global de toda a História), tal como eram previsíveis as alterações climáticas (basta lembrar que a Cimeira do Rio data de 1992! ), sem que nada, ou muito pouco, tenha sido feito para prevenir as duas maiores catástrofes humanitárias em curso.

Qual a origem do fluxo migratório massivo em direção à Europa e quais as suas causas profundas?

A deslocação em massa das populações em direcção à Europa, provenientes de África, do Médio Oriente e da Ucrânia não têm outra causa senão o medo, o terror, o mais profundo desespero quanto ao futuro, a insegurança física, hídrica e alimentar… Já só se trata de sombras, de mortos-vivos em movimento, pois já nada têm a perder e nós retirámos-lhes qualquer esperança num futuro viável nos seus países e regiões de origem.

E porque é que esse terror e esse sentimento profundo de inexistência não lhes faz temer a morte durante o êxodo?  Porque, de facto, já se consideram mortos-vivos, sem mais nada a perder? As causas profundas são simplesmente os conflitos que nós provocámos por razões geopolíticas puras e duras, acreditando ingenuamente (e tenho sérias dúvidas sobre esse sentimento) que poderíamos impor democracias «à la carte» e «à bomba»… Passêmo-las então em revista:

 

A - Conflitos versus «Democracia à bomba»

  1. A pseudo primavera árabe com, in fine, tal “cereja em cima do bolo”, a destruição total, o desmembramento e o caos da Líbia que provocou a mais absoluta insegurança na região do Sahel.
  2. A destruição do Iraque, da Síria (após a zizania semeada no Afeganistão e, por ricochete, no Paquistão), conseguiram instalar o caos total, o que está sem qualquer dúvida na origem e desenvolvimento do DAESH / Estado Islâmico / ISIS, com a conivência e o apoio direto da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes e da Turquia, bem mais perigosos a curto prazo para a Europa do que a Al-Qaeda!
  3. A ingerência na Ucrânia com o objetivo de fazer uma afronta à Rússia, violando e usurpando o poder constitucional então existente. Em vez de incluir a Rússia na Europa em 1989/1991 (queda do muro de Berlim e implosão da União Soviética) o que seria indispensável (população, valores cristãos e culturais, geoestratégia, energia, capacidade militar) para a construção de um verdadeiro pilar europeu, mas que os governos alemão, polaco, norte-americano e dos países bálticos nunca quiseram aceitar, a Europa (UE) e o Ocidente tudo fizeram para diminuir, humilhar e afrontar a Rússia conseguindo, como único resultado, uma enorme ameaça para o Continente Europeu. Como foi possível energúmenos ignorantes acreditarem poder retirar a Crimeia à Rússia?! Meus Senhores, vão rever a História…

B - Subdesenvolvimento e pobreza/miséria crónicas e estruturais em África

E no entanto o bem informado e sábio René Dumont já tinha feito soar o alarme a partir de 1960 nos seus magníficos livros «L’Afrique est mal partie» (A África começou mal) e «Au nom de l’Afrique, j’accuse» (Em nome de África, acuso).

Os últimos quarenta anos «de ajuda ao desenvolvimento», devido au binómio «corruptor/corrupto» amplamente utilizado, assim como a ignorância e a incapacidade de estabelecer objetivos concretos a curto, médio e longo prazo em África, que beneficiassem as populações e não os seus dirigentes corrompidos, foram particularmente desanimadores, dececionantes e prejudiciais. Praticamente nada mais ficou dessa ajuda ao desenvolvimento a não ser os eufemismos de apelação desses países que passaram de «subdesenvolvidos» a «menos avançados » a, finalmente, «em vias de desenvolvimento »… Tanta asneira arquitetada nas torres de marfim de certos iluminados, pseudo estrategas e peritos em desenvolvimento que mais não conseguem ser senão indiferentes e insensíveis.

A verdade é que, desde as independências, o fosso norte-sul só se aprofundou (basta para isso comparar o PIB per capita, com todas as insuficiências que encerra, entre a Europa e a África de então e de hoje) na medida exata em que o desespero e a desesperança aumentaram a sul. E conhecedor que sou de 47 dos atuais 54 países do Continente Africano, sei exatamente do que falo…

África, com a conivência da maioria dos governantes, foi repartida à régua e pilhada à nossa conveniência inconsciente. Atualmente, já não tendo a Europa mão no jogo, está a ser cada vez mais confrontada com novos e poderosos «adversários », nomeadamente em África: China, Índia, Japão, etc.

 

C - Alterações climáticas

Os seus efeitos nefastos já estão em curso um pouco por todo o Mundo mas, a curto e médio prazo, tornar-se-ão verdadeiramente catastróficos em África.

 

Conhecidas as causes e estabelecido o diagnóstico, impõe-se aplicar um tratamento realmente eficaz ainda que o seu pleno efeito só possa conseguir-se daqui a vinte anos.

Actualmente, dezenas ou centenas de milhares de pessoas estão em movimento ou olham para a Europa como o último “El Dorado” possível. Mas rapidamente vão-se multiplicar exponencialmente de três direções principais :

  1. África com os seus três eixos de penetração (Somália, Eritreia, Etiópia, Egito ou Sudão por um lado; Líbia, Tunísia, Mali, Nigéria, Chade, República centro-africana, Congo ou Burundi por outra parte e, por último, através de um terceiro corredor, Senegal, Mauritânia, Guiné, Libéria, Marrocos ou Argélia)
  2. Médio Oriente com sírios, afegãos, paquistaneses, curdos, iraquianos ou palestinianos
  3. Ucrânia…

A Europa está-se a constituir cada vez mais como uma fortaleza: muros, arame farpado, medidas securitárias, nomeadamente militares, sucedem-se!  No entanto não é certamente essa a solução, tanto mais que, como a História nos ensina e como não me canso de repetir ad nauseum há anos, «não há montanha inacessível, nem obstáculo intransponível, nem fortaleza inexpugnável»: a muralha da China foi vencida pelos mongóis, o Crac dos Cavaleiros Cruzados na Síria foi ocupado, a fortaleza de Constantinopla foi tomada pelos otomanos, o desembarque foi possível na Normandia… E estes são apenas alguns exemplos.

 

Então que fazer ?

  1. Parar de provocar conflitos à volta da Europa, seja na África do Norte, no Médio Oriente ou na Ucrânia… e, na medida do possível, com equidade e transparência, tentar acabar com as catástrofes e repor todos esses comboios descarrilados nos carris. Para tal seriam, evidentemente, necessários homens/mulheres políticos com conhecimento, visão estratégica, sentido de Estado e de diálogo, vontade, determinação e sensibilidade humana, e não ignorantes aprendizes feiticeiros com vistas políticas curtas.
  2. Estabelecer um verdadeiro «Plano Marshall» de pelo menos dez mil milhões de euros para África, Médio Oriente e Ucrânia, geridos em três fases: Urgência – Reabilitação – Desenvolvimento, para os próximos dez anos. Loucura? De maneira nenhuma, se pensarmos que o “clash” financeiro absorveu muito mais desde 2008. Gerido de forma transparente, assim que for anunciado inequívoca e responsavelmente, faria renascer a esperança nas três regiões de onde nos chegam todos os desanimados e mortos-vivos de uma política e de uma economia irresponsáveis e assassinas. Este montante, ainda que insuficiente para reconstruir tudo o que ajudámos a destruir, serviria de motor para um verdadeiro renascimento e esperança: paz, saúde, alimentação, água, educação, agricultura, irrigação, indústrias transformadoras de matérias primas em África… Governos responsáveis e sociedades civis organizadas (derradeira fortaleza contra o Apocalipse, como muito bem o afirmou, há uma dezena de anos, Jacques Attali), em Afrique e na Europa, seriam os garantes da boa utilização desses fundos. Acabar-se-ia, tanto quanto possível, com o binómio corruptor/corrompido e com a pilhagem sistemática das matérias primas de África !
  3. Um plano de imigração bem estruturado e organizado para a Europa. Em involução demográfica, a Europa precisa urgentemente de mão de obra a vários níveis. Não se trata, como é evidente, de «roubar» a matéria cinzenta de África e do Médio Oriente! Trata-se de saber exatamente do que necessitamos para as nossas atividades e de receber dignamente todos esses seres humanos. Relembro aqui que África está com um crescimento demográfico anual de 2,9% enquanto a Europa não atinge os 1,4%. Só o Níger, cresce à razão de 3,9% por ano! É por isso do interesse de todos que os vasos comunicantes possam funcionar de forma controlada. África, como bem previu o Sr. Roger Bovin, já está a por no mercado de trabalho mais jovens do que o conjunto dos seguintes países: Estados Unidos, Canadá, Estados membros da União Europeia, Japão e Rússia. Ao restabelecer a Paz, a Esperança e o Desenvolvimento a Sul e a Este da Europa, a natalidade tenderá forçosamente a baixar, o que não nos impede de lançar um plano de aumento da natalidade na Europa. É muito importante relembrar que precisamos de uma taxa de crescimento demográfico de 2,2% por ano para estabilizar a nossa população, atualmente em involução (sendo que Portugal bate o record de 1,2%) e envelhecimento acelerados. Dito isto, o plano de imigração deve também, evidentemente, prever um nível securitário que impeça a infiltração, entre os candidatos à imigração, de elementos do Estado Islâmico e outros movimentos fundamentalistas terroristas que tentam e tentarão sempre introduzir-se nos inúmeros cavalos de Troia que todos os dias desembarcam na Europa.

De facto, e em resumo, tal como qualquer bom médico age, é preciso primeiro estabelecer um diagnóstico correto e aplicar de seguida um tratamento eficaz que possa resolver simultaneamente as causas intrínsecas/endógenas e as questões extrínsecas/exógenas do drama em curso da imigração diária em massa.

Já não podemos fazer de conta que não vemos, pois corremos o risco de um dia sermos todos acusado de crime por não assistência a povos em risco e até mesmo a planeta em perigo!

Se não o fizermos desde já, são a Democracia e a Paz na Europa que estarão em causa. É simples.

AMI lança movimento de partilha humanitária

COMUNICADO

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Amanhã, Dia Mundial Humanitário, a AMI desafia os humanitários a partilharem a sua experiência online. Utilizando a hashtag #somosHumanitarios, profissionais e voluntários do mundo lusófono são convidados a revelarem fotografias, testemunhos ou simplesmente mensagens de apoio ou agradecimento pelo trabalho realizado.

 

A partilha de histórias, momentos e imagens tornam-nos a todos mais fortes, inspirados e motivados para continuarmos a construir um mundo melhor, mais humano, justo e solidário.

AMI defende “Plano Marshall” para África

A melhor forma de responder à crise migratória que atualmente assola a Europa é criar um “Plano Marshall” para África. Apesar da AMI considerar como positiva a medida hoje anunciada pela Comissão Europeia de criar um fundo de 2,4 mil milhões de euros, esta não responde às questões de fundo que estão na origem das migrações.

 

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 Para além de ser importante atuar internamente nesta emergência humanitária, reforçando a integração e o asilo dos migrantes que chegam aos Estados-Membros da União Europeia, é sobretudo necessário o desenvolvimento de um plano que restaure a esperança das populações africanas e as ajude a fixarem-se nos países de origem. Um projeto verdadeiramente solidário que possibilite o acesso a direitos fundamentais, como saúde, educação, emprego, habitação, água, entre outros.

 

É ainda imperativo que saibamos aprender com os erros cometidos no Iraque, na Síria, na Líbia e na Ucrânia. Estes conflitos incrementaram significativamente o fluxo migratório que, a termo, poderá provocar o fortalecimento dos partidos xenófobos e colocar em risco a existência das democracias ocidentais.

 

É fundamental atuar de forma preventiva nas causas dos movimentos migratórios e não apenas de forma reativa a uma crise humanitária que será, de certeza, a maior tragédia que a Europa terá que enfrentar já nos próximos anos. 

“Isto está mais bonito”

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Bonito foi o adjetivo escolhido por Maria Graça, 78 anos, ao ver o novo rosto de uma casa que conhece bem: o Centro Porta Amiga das Olaias. Entrou aqui pela primeira vez há mais de 15 anos. Recorda-se desse dia com uma nitidez dolorosa. “Não queria aqui vir por vergonha. Mas tinha muita fome. Quando vi o prato de comida à minha frente, chorei”, confessa emocionada. Atualmente, com o apoio desta segunda casa, recupera de uma vida que lhe empurrou os dois filhos para a droga. “Só encontro aqui gente boa e amiga”, afirma durante um almoço tranquilo na companhia do marido num espaço com cheiro a novo.

 

Veja aqui mais imagens do Centro Porta Amiga das Olaias

 

Após dois meses de trabalhos de remodelação, o Centro Porta Amiga das Olaias está de facto mais bonito. Hoje de manhã, o primeiro equipamento social inaugurado pela AMI arrumou o material das obras, limpou o pó e recebeu em clima de festa algumas das pessoas que ajudaram com mais de 66 mil euros a concretizar esta muito desejada e aguardada renovação. Graça Rebocho e Michelle Menezes, da Fundação PT e João Semedo, da imobiliária Era Telheiras/Lumiar foram acolhidos por Fernando Nobre, Presidente da AMI, e viram “in loco”, o resultado e o impacto dos donativos angariados pelas empresas que representam. Para a melhoria de um dos espaços de combate à pobreza e exclusão social mais emblemáticos de Lisboa, contribuíram também todos os que aderiram à Operação Ser Solidário nas caixas Multibanco da SIBS e à Campanha de Natal da FNAC.

 

As pessoas, como a Maria Graça que, diariamente, acorrem a este Equipamento Social encontram agora um espaço mais agradável. A zona dos balneários está completamente renovada e refeitório pintado de fresco. Fernando Nobre agradeceu a generosidade de confiança de todos, salientando que, atualmente, perto de 60 por cento do orçamento da AMI é obtido precisamente pelos donativos de particulares e empresas.

 

Para a diretora do centro, Margarida Mendes, é um novo começo num espaço que conhece bem e que há muito carecia de uma remodelação e uma pintura fresca. “Estamos muito contentes e entusiasmados com o resultado final. Foram uns meses complicados aqui com as obras, pois nunca fechámos as portas, mas o resultado final é muito bom.  O centro está mais acolhedor e funcional, não só para os colaboradores, mas sobretudo para os beneficiários que nos procuram”, confessa.

 

O nosso obrigado a todos os que, direta ou indiretamente, contribuíram para tornar o Centro Porta Amiga das Olaias um espaço mais humano, digno e acolhedor. 

Linka-te aos Outros: Incentivar jovens a pensar na responsabilidade social

Na primeira quinzena de Junho, foram apresentados publicamente os resultados dos dois projetos vencedores do Linka-te Aos Outros. A AMI participou nas cerimónias e felicitou os jovens pelo impacto social que geraram nas cidades de Almeirim e Funchal.

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Um dos vencedores deste ano teve como destinatário o Lar de São José de Almeirim através do projeto "Ajudar o próximo também faz parte da tua conquista".

 

A iniciativa solidária partiu dos alunos da Escola Secundária Marquesa da Alorna, orientados pela professora responsável Maria Luísa Pinto Carneiro. O objetivo do projeto: criar um intercâmbio geracional, sensibilizando os jovens para os problemas e necessidades enfrentadas pelos idosos.

 

Para atingirem esse objetivo, os alunos desenvolveram diversas estratégias e atividades. De jogos, a atividades de motricidade e passeios. Elaboraram ainda um livro com histórias de vida de alguns idosos. Paralelamente, ofereceram cinco cadeiras de rodas a seniores oriundos de famílias sem meios financeiros. No dia da sessão de apresentação, 1 de Junho, assistiu-se com muita emoção aos frutos desta partilha de tempo e à gratidão espelhada no olhar dos jovens e dos idosos, nesta experiência que irão prolongar.

 

Outro dos vencedores da iniciática foi o  clube Viver a Vida da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Horácio Bento de Gouveia, no Funchal. Já com uma década de existência, este clube criou um projeto que visa valorizar a educação para a solidariedade e reconhecer o voluntariado como meio de participação e cidadania ativa. A ideia foi imprimir nas escolas da Região Autónoma da Madeira (RAM) uma cultura de voluntariado, criando uma rede de colaboração entre estabelecimentos de ensino e Organizações Não Governamentais (ONG). Para tal,  as escolas aderentes criaram núcleos de voluntariado e de coordenação de trabalho.

 

Este projeto revelou-se um êxito e estamos seguros que continuará a dinamizar o voluntariado  nas escolas nesta região autónoma.

 

O Linka-te aos Outros regressa em outubro. Saiba mais neste link.

Equipa da AMI mantém-se na região no apoio à população do Nepal

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Um novo sismo abalou o Nepal esta manhã. Ligeiramente menos violento que o registado no dia 25 de abril, teve o seu epicentro próximo do Evereste e muito perto da zona de atuação da equipa da AMI no terreno e alcançou uma magnitude de 7,3 na escala de Richter.

 

Segundo as informações transmitidas pela equipa da AMI que se mantém na região, os seus efeitos foram menos devastadores, nomeadamente no que toca ao número de vítimas, mas a destruição das infraestruturas e dos edifícios é agora generalizada.

 

A AMI presta assistência médica e apoio alimentar e psicológico à população de dez aldeias desde a semana passada e vai, em conjunto com os seus parceiros locais, implementar projetos de reconstrução nos próximos dois anos, apelando para isso à solidariedade e apoio dos portugueses que podem dar o seu contributo, efetuando o seu donativo online em: http://donativo.ami.org.pt; através do NIB 000700150040000000672 ou ainda do serviço “Ser Solidário” no Multibanco, selecionando: Transferências> Ser Solidário> AMI.

Nepal é o destino do 24º Peditório da AMI

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O Nepal é o destino do 24º Peditório da AMI. A angariação de fundos realiza-se, em Portugal continental e Açores, nos próximos dias 7 a 10 de Maio. Perante a dimensão da catástrofe a AMI decidiu desenvolver projetos de emergência dedicando até 200 mil euros ao apoio das vítimas do terramoto.

 

Atualmente, a AMI tem no terreno dois elementos da ONG indiana Friend's Society, parceira de longa data, a realizarem um levantamento de necessidades. Água, alimentos, medicamentos e abrigos são as prioridades imediatas que se fazem sentir localmente.

 

Em Portugal, a partir do próximo dia 7, centenas de voluntários e colaboradores da AMI irão apelar à solidariedade da sociedade civil tendo-se decidido que este Peditório irá financiar esta Missão de Urgência.

 

Pode ainda ajudar a população nepalesa com efetuando o seu donativo online em: http://donativo.ami.org.pt ; através do NIB 000700150040000000672, IBAN PT50 0007.0015.00400000006.72, se mora no estrangeiro ou ainda do serviço “Ser Solidário” no Multibanco, selecionando: Transferências> Ser Solidário> AMI.

 

A AMI relembra ainda que o Peditório realiza-se na rua e em espaços comerciais por voluntários credenciados, não sendo permitido qualquer pedido “porta a porta”.

NEPAL: AMI apoia vítimas do terramoto

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A Fundação AMI decidiu apoiar com uma verba até 200 mil euros as vítimas do terramoto no Nepal. Esta ajuda será disponibilizada à população mais atingida pela catástrofe, através das parcerias que a AMI mantém há anos com várias ONGs locais do Nepal e países circundantes (Índia, Bangladesh, Paquistão e China) cuja informação, rapidez e credibilidade de atuação são reconhecidas pela AMI.

Nas últimas horas, a AMI tem desenvolvido intensos contactos com estes seus parceiros. Neste momento, a ONG indiana, Friend's Society, parceira da AMI desde 1990, já tem dois elementos no terreno a realizarem um levantamento de necessidades nas áreas de água e saneamento, abrigo e alimentação;

Para ajudar a população nepalesa através da AMI é possível fazer um donativo online em: http://donativo.ami.org.pt ; através do NIB 000700150040000000672 ou ainda do serviço “Ser Solidário” no Multibanco, selecionando: Transferências> Ser Solidário> AMI.

Catarina Gomes (Público) e Pedro Miguel Costa (SIC) ganham 17º Prémio Jornalismo Contra a Indiferença

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Os vencedores do 17º Prémio Jornalismo Contra a Indiferença 2014 são Catarina Gomes (Público) com os trabalhos “Perdeu-se o Pai de José Carlos” e “Infância de Vitrine” e Pedro Miguel Costa (SIC) com a reportagem “Faz de Conta que é uma casa” .

 

O júri atribuiu ainda menções honrosas a Miriam Alves (SIC) com o trabalho “O Labirinto de Soraia”, a Ricardo J. Rodrigues (Notícias Magazine) com a reportagem “Trabalhos Forçados” e, finalmente, Sílvia Caneco (Jornal i) pelos trabalhos “Carolina, 15 anos, voltou a ser vítima de abusos"; "Bloggers querem ajudar Carolina a ter uma casa nova", "Carolina, duas vezes vítima de abusos, tem finalmente uma casa nova" e “Ministério da Educação reabre investigação à antiga escola de Carolina".

 

Os prémios foram atribuídos, ontem, dia 21 de Abril, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, no encerramento do Colóquio AMI Jornalismo Contra Indiferença.

 

Para o júri a reportagem “Perdeu-se o pai de José Carlos” chama a atenção para a questão do Alzeihmer, focando o drama do cuidador e as falhas do sistema. Um tema ao qual ninguém pode ficar indiferente, ainda mais numa sociedade com um envelhecimento acelerado. Já “Infância de Vitrine” revela uma história do nosso passado que faz pensar no presente e no perigo da estigmatização das doenças.

 

Para o júri a reportagem “Faz de conta que é uma casa” , mereceu também o primeiro prémio por ser um retrato perfeito dos nossos dias. Um condomínio de luxo que a crise deixou em tijolos e serve hoje de casa a quem a falência da construção civil deixou sem trabalho. Um teto com vista para a autoestrada da indiferença.

 

Relativamente às menções honrosas, o júri premiou “O Labirinto de Soraia” pela importância do tema, a saúde mental na infância, e pela qualidade da abordagem, nomeadamente da imagem. A nível europeu, Portugal é um dos países que mais sofre esta realidade e a inexistência de respostas. Já a peça “Trabalhos Forçados” chama a atenção para o drama dos idosos. Este não é, de facto, um país para velhos. Numa sociedade envelhecida e em crise, faltam respostas para a pobreza na terceira idade. Cada vez mais o sustento dos filhos que o desemprego faz regressar a casa. Finalmente, o conjunto de trabalhos que retrata um caso de violência juvenil do abuso sexual e a falta de resposta da escola e da sociedade. Estas reportagens tiveram o mérito de despertar consciências, conseguindo soluções. Mostram que, por vezes, o jornalismo ainda consegue fazer a diferença.

 

O 17º Prémio AMI Jornalismo contra a Indiferença teve como convidado especial António Perez Metelo e como júri, o presidente da AMI, Fernando Nobre; os vencedores da edição anterior, Ana Sofia Fonseca (SIC) e Rita Colaço (Antena 1); a amiga da AMI, Paula Sarmento; e ainda Maria José Mata, pela Escola Superior de Comunicação Social.

 

Ao longo dos últimos 16 anos, a AMI recebeu 808 trabalhos elaborados por 522 profissionais de comunicação social.

AMI reforça apoio ao emprego e a estudantes universitários

Press release

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A partir de hoje, pessoas recentemente empregadas ou em vias de encontrar emprego podem contar com um novo apoio da AMI: O Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social. Trata-se de uma bolsa de 20 mil euros a ser atribuída pelos Equipamentos Sociais da AMI aos beneficiários inscritos nestas infraestruturas e que tenham ou estejam em via de regressar ao mercado de trabalho. O apoio será no máximo de 100 euros por pessoa no primeiro mês de trabalho.

 

Para o próximo ano letivo, a AMI coloca à disposição dos estudantes o Fundo Universitário AMI. O objetivo é apoiar a formação académica de jovens que não disponham dos recursos económicos necessários para o prosseguimento de estudos no ensino superior ou que, no decurso da sua licenciatura, se encontrem subitamente numa situação financeira crítica. As candidaturas a este programa estarão abertas em concurso online, no site da AMI, de 1 de setembro a 31 de outubro. Os resultados serão anunciados igualmente no site da Fundação até ao dia 30 de novembro de cada ano.

 

Os regulamentos do Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social e do Fundo Universitário AMI estão disponíveis em www.ami.org.pt

 

Em Portugal, a AMI apoiou em 2014, 31.500 pessoas, 14.400 das quais de forma direta e personalizada através dos seus 17 equipamentos e respostas sociais.