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AMI - Age, Muda, Integra

Hoje decidi escrever sobre compromisso - Fernando Nobre

Hoje decidi escrever sobre compromisso. Aquela atitude ou postura na vida que marca a diferença, não só nos momentos chave, mas também, e principalmente, no dia-a-dia, quando não é suposto, ou ninguém espera, ou não há expectativas, simplesmente porque seria mais fácil nada acontecer.

 
Falo de empenho. A título pessoal, empresarial, institucional, governamental. Falo de entrega, de prioridades, de ir um pouco mais além do estritamente expectável. Falo de brio. De orgulho em fazer mais do que aquilo que esperam de nós. No fundo, falo de dar e não apenas de trocar.
 
As pessoas que têm trabalho (hoje em dia, afortunadas) trocam uma série de responsabilidades a que têm que fazer jus e um conjunto de tarefas que têm de cumprir, por um salário. Neste rol de requisitos não está o sorriso, a simpatia, nem o empenho e o brio pessoal e profissional. Isso dá-se, pois não tem preço, nem é mensurável. E é neste conceito que assenta o voluntariado.
 
Voluntariar-se, implica envolver-se com a comunidade e com uma causa e implica empenho e entrega. Um médico é, necessariamente, um voluntário. Quem escolhe entrar numa Faculdade de Medicina deve ter esta consciência. Digo-o, sempre que posso, aos meus alunos. Mas qualquer outra profissão pode ter o seu toque de voluntariado, assim queiramos deixar a nossa marca. E isto não se resume ao tempo que dedicamos às nossas tarefas, mas à atitude com a qual decidimos realiza-las.
 
E como muitas são as vezes em que, felizmente, encontro exemplos de entrega, nos quatro cantos deste país, louvo-a, aqui e ali, sempre que posso. Pois acredito que nela está a chave da diferença. E acredito que tem um efeito em cadeia, que um exemplo de entrega inspira outro (ou outros) e assim sucessivamente.
 
No dia 11 de Dezembro de 2009, a AMI tem, para celebrar o seu 25º aniversário, cerca de 40 músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa a tocar gratuitamente, num concerto no qual aconselho desde já todos a estarem presentes (a entrada tem o preço simbólico de 5€!), numa sala, a Aula Magna, cedida também ela gratuitamente. Tanto a Metropolitana, como a Reitoria da Universidade de Lisboa têm compromissos financeiros. Ambas as instituições são requisitadas, em época natalícia, por várias entidades. Mas decidiram “entregar-se” à AMI. A isto chamo voluntariado, empenho, entrega. A sociedade precisa, estou certo, deste tipo de envolvimento para evoluir. Obrigado à Metropolitana. Obrigado à Reitoria da Universidade de Lisboa.
 
Obrigado a todas as empresas que colaboram com a AMI de forma regular ou pontual.
Obrigado aos voluntários. Aos da AMI e aos outros pelo país e Mundo fora, por fazerem a sua parte no combate à indiferença.
 
Aos que ainda não experimentaram o sabor de “dar”, não hesitem. Ajudem-me a agradecer esta dádiva, enchendo a Aula Magna no dia 11.
 
Venham celebrar os 25 anos da AMI connosco!
Dia 11 de Dezembro, às 21h30, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.
 
Lá estarei para vos receber.
 
Fernando Nobre

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