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AMI - Age, Muda, Integra

AMI no Parlamento Europeu para lançamento da campanha "É possível acabar com a situação de sem-abrigo!”

No próximo dia 14 de Abril, a AMI estará presente no Parlamento Europeu, em Bruxelas, para o lançamento da campanha “É possível acabar com a situação de sem-abrigo!” promovida pela FEANTSA - Federação Europeia das Organizações Nacionais que trabalham com Sem Abrigo. A presença da AMI, representada pela Dra. Ana Martins, Directora do Departamento de Acção Social, prende-se com o facto da Assistência Médica Internacional ser representante nacional no Concelho Administrativo da FEANTSA.

Tendo como enquadramento, 2010 -  Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, a campanha em causa visa, sobretudo, o desenvolvimento de estratégias integradas, tendo em vista os seguintes cinco objectivos:

Ninguém a dormir na rua

Ninguém deveria ver-se forçado a dormir nas ruas por falta de serviços de qualidade adaptados às suas necessidades e aspirações. Na Europa actual, é inaceitável que haja pessoas que tenham que comprometer a sua segurança, saúde e dignidade dormindo na rua.

Ninguém a dormir em alojamento de emergência para além da “emergência”

Ninguém deverá permanecer em alojamento de emergência para além do tempo que for considerado “emergência”. Os abrigos são concebidos como solução temporária para um fenómeno complexo. Não são criados como soluções de longo prazo para pessoas em situação de vulnerabilidade e não devem tornar-se substitutos da verdadeira “habitação”.

Ninguém a viver em alojamento de transição para além do requerido para uma mudança de sucesso

Albergues para sem-abrigo, alojamento temporário e alojamento apoiado transitório, todos oferecem passos intermediários em direcção à habitação permanente, e são desenhados para curto/médio termo. Infelizmente estas formas de alojamento podem tornar-se mais permanentes do que deveriam, o que leva a que haja pessoas que permanecem durante longos períodos a viver em situações inapropriadas.

Ninguém tenha que abandonar instituições sem opções de habitação

Ninguém que esteja numa instituição – seja um hospital, lar ou prisão – deve sair sem ter apoio suficiente e soluções de habitação adequadas. Jovens a sair de lares, pessoas doentes que saem de hospitais e ex-reclusos estão frequentemente vulneráveis e podem ser ajudados, através de apoios e boas oportunidades de habitação, a evitar o ciclo que vai dos cuidados institucionais à situação de sem-abrigo e desta, de volta aos cuidados institucionais.

Nenhum(a) jovem se torne sem-abrigo como consequência da sua transição para a vida independente

A transição para a vida independente é uma altura em que as pessoas se encontram vulneráveis a tornar-se sem-abrigo. Nenhum(a) jovem deverá correr o risco de se tornar sem-abrigo por falta de opções de primeira habitação, de serviços ou de direito a benefícios durante a transição para a vida independente. Pode ser feito mais para ajudar o(a)s jovens a viverem de forma independente e a acederem a opções de habitação adequadas.