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AMI - Age, Muda, Integra

Dia Mundial da Malária: Doença mata uma criança a cada 30 segundos

 

No dia 25 de Abril, a Assistência Médica Internacional (AMI) aproveita a oportunidade de comemoração da Revolução dos Cravos para lembrar a importância de encontrar uma solução necessária, a do combate à Malária, doença que mata uma criança a cada 30 segundos. Estima-se que a Malária seja responsável pela morte de um milhão de pessoas todos os anos em mais de 100 países. África, Ásia e América Latina são os continentes mais afectados. Uma situação tão dramática quanto evitável, pois actualmente existem tratamentos “low cost”, cerca de 1,5 euros, capazes de evitar esta tragédia.

A AMI continua atenta neste combate sobretudo nas suas missões internacionais de desenvolvimento, como Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, onde os seus profissionais de saúde implementam projectos ligados à nutrição, formação em cuidados de saúde básicos e educação para a saúde, nomeadamente no combate à Malária.

Entretanto, mais de 500 instituições, entre as quais UNICEF, Banco Mundial, governos de alguns dos países mais afectados e ONGs, juntaram forças e decidiram, em 2008, estabelecer uma parceria denominada “Roll Back Malaria” (RBM). Esta entidade elaborou o projecto “The Global Malaria Action Plan” que pretende, até ao final deste ano, controlar de forma significativa as infecções de Malária e até 2015 ter a doença extinta, indo assim de encontro aos Objectivos do Milénio. No entanto, os fundos disponíveis para atingir estes objectivos ainda estão muito longe do ideal, apesar de uma subida significativa dos valores nos últimos anos, de 0.3 biliões de dólares, em 2003, para 1,7 biliões, em 2009. O fosso entre este último valor e os 6 biliões necessários este ano continua enorme.

No próximo mês de Setembro, a RBM irá reunir-se em Nova Iorque para fazer um ponto da situação

 Em Portugal foi lançada em 2008 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda a primeira moeda emitida para apoiar uma causa, num total de 270 mil exemplares, mais concretamente a Moeda Contra a Indiferença de cuja venda unitária a AMI recebe 1 euro, comprometendo-se a aplicar os fundos no combate à fome a à Malária.

Desde 2008 foram já vendidas mais 120 mil moedas cujo resultado foi aplicado nos projectos Guiné-Bissau (100 mil euros) e S. Tomé e Príncipe (20 mil euros).

O objectivo é esgotar as restantes 150 mil à venda por 5 euros em diversas entidades bancárias e na loja da Casa da Moeda.