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AMI - Age, Muda, Integra

AMI encerra missão em Cabo Verde

 

Face à melhoria dos indicadores de saúde e à evidente capacidade de resposta das entidades locais para com as necessidades de saúde das comunidades da Ilha do Fogo, chegou a hora da AMI e as suas equipas deixarem a Ilha do Fogo, após 22 anos de presença em Cabo Verde.

É com grande satisfação que a AMI encara o fecho da missão, confrontada com uma equipa de saúde local capacitada e com a melhoria das condições de saúde da população local.

 

Assim, realiza-se, amanhã, dia 11, às 18h00 (hora local), uma cerimónia de encerramento na “Casa das Bandeiras” da cidade de S. Filipe, em Cabo Verde. Confirmadas as presenças do delegado de saúde, Luís Sanches; do representante do delegado de educação, António Carlos Mendes; da chefe da missão AMI na ilha do Fogo, Patrícia Carvalho e da representante dos parceiros locais, Paula Silva, entre outras.

Desde 1988, a presença da AMI passou por sete das nove ilhas habitadas que constituem o arquipélago de Cabo Verde. Ao longo destes 22 anos, foram realizadas sucessivas intervenções na área da saúde, tais como: assistência médica e de enfermagem, ajuda humanitária de emergência, saúde oral, formação de técnicos de saúde e promoção da saúde escolar. Durante este período de intervenção em Cabo Verde, a AMI contou no terreno com 118 elementos expatriados.

 

O primeiro protocolo de cooperação com o Ministério da Saúde de Cabo Verde foi celebrado em Março de 1988, preconizando o envio de profissionais de saúde da AMI para aquele país. Nessa altura, a AMI iniciou intervenções em Santiago (Cidade da Praia, Assomada, Tarrafal e Pedra Badejo); em S. Vicente (Mindelo); em Santo Antão (Ribeira Grande) e na Boavista (cobertura de toda a Ilha).

 

Das actividades desenvolvidas ultimamente, destaque para o “Projecto de formação de técnicos de saúde locais, Ilha do Fogo, Cabo Verde” iniciado em Fevereiro 2005 com o co-financiamento do IPAD e Câmara Municipal de Palmela; a Missão de Emergência de combate à Dengue iniciada em Outubro de 2009 e co-financiada pela DG ECHO, Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e Portugal Telecom (PT); e o mais recente projecto “Saúde na Nôs Comunidade” que contribuiu para a melhoria do estado de saúde da população em geral e especificamente da comunidade escolar da Ilha do Fogo” também co-financiado pelo IPAD e Portugal Telecom.

 

Em 1991, Cabo Verde situava-se nos países com baixo desenvolvimento humano com uma esperança média de vida de 67 anos. No Relatório de Desenvolvimento mais recente, referente ao ano passado, Cabo Verde encontra-se nos países de desenvolvimento médio, com uma esperança de vida de 71,1 anos.

 

Os índices de saúde em Cabo Verde estão claramente acima da média comparativamente ao continente africano. Quanto às doenças transmissíveis, infecciosas e parasitárias houve também avanços, designadamente a infecção pelo VIH/SIDA que é agora considerada uma “epidemia generalizada de fraca prevalência” com uma percentagem de 0,52% em 2005.

 

A AMI congratula-se por ter contribuído para esta evolução positiva, impossível de alcançar sem o empenho claro dos parceiros locais.

 

A AMI termina, assim, a sua missão de desenvolvimento com equipas expatriadas em Cabo Verde, mantendo, no entanto, o apoio a projectos de organizações locais.