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Corno de África: AMI encontra cenário de “enorme carência”

A equipa da AMI na Etiópia, chefiada pelo presidente Fernando Nobre, está desde o passado fim-de-semana na área de Dollo Ado situada a 10 Km da fronteira somali.  Acompanhada pelas autoridades etíopes e em contacto permanente com o ACNUR (Alto Comissariado da Nações Unidas para os Refugiados), a AMI visitou aos campos de refugiados de Malkadida e Bokolmanyo, localizados a 70 e 90 Km de Dollo Ado respectivamente, onde
encontrou um cenário, segundo Fernando Nobre, “de enorme carência em cuidados primários de saúde, assim como em acções de promoção da saúde e ainda agentes de saúde locais”.

 

No campo de Bokolmanyo, onde entram diariamente entre 100 a 300 refugiados, não existe um único médico. A única ONG a trabalhar no local são os Médicos Sem Fronteiras, dando apoio na área da nutrição.

 

A equipa da AMI deverá chegar amanhã a Addis Ababa, onde estão previstas reuniões com a ARRA ( a autoridade local para a gestão dos campos de refugiados) e com o ACNUR, tendo em vista a obtenção logo que possível de autorização para a fixação de uma equipa da AMI nos campos.

 

Saliente-se que a solução para a situação humanitária vivida no Corno de África, passa pela resolução, por parte da Comunidade Internacional, da crise político-militar vivida na Somália há mais de 20 anos.