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AMI - Age, Muda, Integra

AMI Madeira: Pedidos de ajuda atingem máximos históricos

Volvidos dois anos sobre a catástrofe que atingiu a Madeira, os níveis de pobreza e exclusão social, reflectidos nos pedidos de apoio à AMI não param de aumentar. Em 2010, foram 720 as pessoas que recorreram à Porta Amiga do Funchal. No ano passado, este valor atingiu as 972, o que representa um aumento de 35 por cento.

 

Com uma taxa de desemprego a rondar os 13,8 % (cerca de 20 mil pessoas) e perante um cenário de agravamento das condições sociais da população madeirense para este ano, as expectativas não são as mais animadoras.

 

Segundo Helena Andrade, Delegada da AMI na Madeira, "o ambiente geral que se vive é de preocupação, por vezes, de algum desespero". Para esta responsável, "na Madeira a classe média, está a ser fortemente afectada pela conjuntura e é também a esse nível que surgem muitas situações de grande dificuldade, sobretudo devido à falta de emprego."

 

Cristina Meneses, Directora do Centro Porta Amiga do Funchal, revela que as problemáticas mais comuns da população que recorre ao apoio social estão ligadas "a contas em atraso, créditos pessoais, consumo de álcool e violência familiar".

 

Recorde-se que, na sequência da catástrofe de 20 de Fevereiro 2010, para além da doação de 35 mil euros aos Bombeiros Municipais do Funchal para aquisição de material para a equipa de resgate em altitude e floresta, a AMI financiou no ano passado, os Bombeiros Voluntários Madeirenses com 6 mil euros também para compra de material de resgate.

 

Actualmente, a AMI continua a apoiar famílias, vítimas da intempérie e que não têm ainda alojamento definitivo.