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AMI - Age, Muda, Integra

Há cada vez mais pessoas a pedir ajuda à AMI

De acordo com dados provisórios do primeiro semestre de 2012, os 12 centros sociais da AMI (Centros Porta Amiga e Abrigos) apoiaram 10.030 pessoas. Cerca de 10% mais do que no mesmo período do ano passado. De salientar que este valor corresponde ao dobro de pessoas apoiadas durante todo o ano de 2009, ano de início da crise financeira no mundo e em Portugal.

 

As pessoas que procuraram os serviços sociais da AMI pela primeira vez (novos casos) representam 25% do total. 68% das pessoas que procuram a AMI encontra-se em idade activa, entre os 16 e os 65 anos, 25% são menores de 16 anos e 7% maiores de 65 anos. São dominantemente
portuguesas (83%) e têm baixas habilitações literárias: 1º ciclo (34%) e 2º ciclo (19%), sendo que 10% não tem qualquer escolaridade.

 

No que diz respeito ao emprego 75% não exerce qualquer actividade profissional e 74% não tem formação profissional.

 

A população sem-abrigo atingiu as 1.209 pessoas, mais 6% que no mesmo período do ano passado. A mesma percentagem de crescimento foi verificada no número de novos casos de mulheres sem-abrigo em relação ao primeiro semestre 2011.

 

Os serviços sociais mais utilizados foram o apoio em géneros alimentares (57%), o apoio social (54%) e o roupeiro (42%).

 

De referir ainda que no primeiro semestre de 2012, acederam aos refeitórios dos nossos equipamentos, 1.625 pessoas, tendo-se servido um total de 91.287 refeições. A estas acrescem as 6.945 refeições distribuídas através do apoio domiciliário (83% com mais de 60 anos), uma das respostas sociais da AMI.

 

Em tempos decrise, as necessidades básicas como a alimentação, reveste-se de particular importância, pois sem o apoio que a AMI dá às famílias, tornar-se-ia mais difícil trabalhar as diferentes vertentes de intervenção social que, ao longo destes últimos 18 anos, se vem a desenvolver junto das comunidades. Encarar os rostos que diariamente nos procuram com o objectivo de encontrar soluções para os seus males físicos, sociais e psicológicos é nossa principal preocupação e missão.

 

A intervenção social da AMI, apesar de todos os esforços em manter níveis de qualidade que garantam às pessoas um atendimento e acompanhamento social digno e personalizado é cada vez mais difícil perante a crescente complexidade e quantidade de problemáticas que as famílias apresentam. O acesso ao trabalho, à habitação, à saúde, educação, cultura e desporto, Direitos Humanos fundamentais, está dificultado devido à grave crise em que vivemos. As novas condicionantes que os portugueses e o país enfrentam fazem com que as famílias que já estavam numa situação no limiar da pobreza vejam a mesma agravar-se.

 

A formação profissional, o apoio psicológico, o acompanhamento social das famílias (ex: emprego, lugar em lares, apoio à habitação, apoio domiciliário, etc) e das crianças (ex: apoio sociocultural e educacional) continuam a ser determinantes na vida das pessoas que nos procuram e a prioridade da AMI.

 

A intervenção da AMI foi, é e continuará a ser uma intervenção para a inclusão e não uma intervenção meramente assistencialista e estatística.