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AMI - Age, Muda, Integra

Pobreza potencia medo

A AMI realizou uma investigação com o objetivo de percecionar a imagem da pobreza vivenciada pelas pessoas apoiadas nos serviços de ação social da Fundação. Os primeiros resultados apontam para uma ligação entre carências socioeconómicas e sentimentos de medo.

 

Carências associadas à alimentação, dinheiro, habitação, saúde e educação, acrescidas do desemprego, incerteza no futuro e precariedade laboral conduzem as pessoas para vivências onde o medo, a tristeza, a pena de si próprios são elementos quotidianos.

 

Denominado “Vivência da Pobreza”, o estudo, realizado entre janeiro e abril de 2012, centrou-se numa amostra de 50 entrevistas aprofundadas a beneficiários da ação social da AMI nos centros Porta Amiga de Almada, Angra do Heroísmo, Cascais, Coimbra, Funchal, Vila Nova de Gaia, Olaias e Porto. Das pessoas entrevistadas 36% são reformados, 20% estudantes, 18% beneficiários de Rendimento Social de Inserção, 18% desempregados e 8% trabalhadores por conta de outrem.

 

 A alimentação surge no topo das carências e é partilhada por todos os grupos socioeconómicos em análise, logo seguida por privações relacionadas com a falta de dinheiro, habitação, saúde e educação.

 

No que diz respeito à falta de oportunidades, o desemprego surge no centro das preocupações, seguido da incerteza no futuro e da precariedade laboral.

 

O medo, a tristeza, a pena, a impotência, a acomodação, a culpa são os sentimentos dominantes. Seguidos pela revolta, vergonha, desilusão e humilhação.

 

De relembrar que em 2012, os 15 equipamentos e respostas de luta contra a pobreza da Fundação AMI apoiaram um total de 31 842 pessoas com um dos 36 serviços sociais disponíveis.