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AMI - Age, Muda, Integra

Estudo da AMI revela pobreza “otimista”

O estudo revela ainda o universo associativo vivenciado pelas pessoas em
situação de pobreza. Numa dimensão pessoal, as pessoas entrevistadas associaram
sentimentos de medo, tristeza e impotência, e numa dimensão social associaram a
solidariedade, injustiça e exclusão social como sentimentos dominantes.
A maioria das pessoas em situação de pobreza não se revê nessa realidade, identificando-se com uma classe social superior. Esta é uma das conclusões do estudo “A Vivência da Pobreza” apresentado hoje pela AMI na Auditório do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, em Lisboa.

 

No estudo realizado ao longo de 2012/2013 nos Centros Porta Amiga constatou que apesar de 88% dos entrevistados possuírem um rendimento “per capita” inferior a 421 euros, valor considerado como limiar da pobreza (48% muito pobre e 40% pobre), apenas 48% se auto-avaliam na situação de pobreza. A postura “otimista” entre a classe social real e a percecionada pelos próprios é ainda maior se projetarmos para um futuro a cinco anos. 60% imagina-se na classe média e média-baixa. Apenas 36% admite que daqui a cinco anos continuará a ser pobre ou muito pobre.

 

O estudo revela ainda o universo associativo vivenciado pelas pessoas em situação de pobreza. Numa dimensão pessoal, as pessoas entrevistadas associaram sentimentos de medo, tristeza e impotência, e numa dimensão social associaram a solidariedade, injustiça e exclusão social como sentimentos dominantes.

Semana pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social

Desde a Madeira aos Açores, de Lisboa ao Porto, passando por Coimbra ou Espinho, a AMI participa na Semana Pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social com diversas iniciativas.

Em Lisboa, na Assembleia da República, e em Coimbra, na galeria da Casa Municipal da Cultura, abrem hoje Exposições Fotográficas sobre o tema. No Porto, os três equipamentos da AMI na zona norte (Centro Porta Amiga de Vila Nova de Gaia, Abrigo Noturno do Porto e Centro Porta Amiga do Porto) juntam-se na Praça da Batalha, na Jornada pela Cidadania. A AMI terá no local a carrinha da Equipa de Rua e uma exposição com trabalhos dos beneficiários apoiados nestes equipamentos sociais. Já amanhã, dia 18, destaque para o Seminário “Realidades da Exclusão Social: novos Pobres e os sem-abrigo” no Centro Multimeios em Espinho. Ana Martins, Diretora Nacional da Acção Social, irá representar a AMI como oradora.

No sábado 19, de volta à Madeira, o Centro Porta Amiga do Funchal organiza uma caminhada pela cidade pelo combate à pobreza e exclusão social. Para mais informações sobre atividades da Semana pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social consulte o blogue http://pelocombatepobreza.blogspot.pt/

AMI e Jumbo distribuem material escolar a mais de 3500 crianças

 

Centenas de voluntários da AMI e do Jumbo vão, a partir de amanhã, dia 14, começar a “construir” as mais de 3500 mochilas escolares que, a partir da próxima semana, a AMI vai distribuir às crianças que apoia nos seus equipamentos sociais.

 

Cada uma das mochilas será equipada com material diverso, essencial para a vida diária de qualquer estudante. De blocos a marcadores, passando por canetas, réguas ou compassos. Para todo este trabalho de montagem, são necessários um número grande de pessoas e um espaço igualmente grande, que foi novamente cedido pelo Regimento de Transportes do Exercito, em Lisboa.

 

Graças ao resultado recorde alcançado pela 5ª edição da campanha “Juntos ajudamos mais crianças a estudar” do Jumbo, foi possível angariar mais de 143 mil euros em material escolar. Um valor recorde conseguido graças à generosidade dos clientes e do Jumbo, que igualou o donativo dos seus clientes.

Pobreza potencia medo

A AMI realizou uma investigação com o objetivo de percecionar a imagem da pobreza vivenciada pelas pessoas apoiadas nos serviços de ação social da Fundação. Os primeiros resultados apontam para uma ligação entre carências socioeconómicas e sentimentos de medo.

 

Carências associadas à alimentação, dinheiro, habitação, saúde e educação, acrescidas do desemprego, incerteza no futuro e precariedade laboral conduzem as pessoas para vivências onde o medo, a tristeza, a pena de si próprios são elementos quotidianos.

 

Denominado “Vivência da Pobreza”, o estudo, realizado entre janeiro e abril de 2012, centrou-se numa amostra de 50 entrevistas aprofundadas a beneficiários da ação social da AMI nos centros Porta Amiga de Almada, Angra do Heroísmo, Cascais, Coimbra, Funchal, Vila Nova de Gaia, Olaias e Porto. Das pessoas entrevistadas 36% são reformados, 20% estudantes, 18% beneficiários de Rendimento Social de Inserção, 18% desempregados e 8% trabalhadores por conta de outrem.

 

 A alimentação surge no topo das carências e é partilhada por todos os grupos socioeconómicos em análise, logo seguida por privações relacionadas com a falta de dinheiro, habitação, saúde e educação.

 

No que diz respeito à falta de oportunidades, o desemprego surge no centro das preocupações, seguido da incerteza no futuro e da precariedade laboral.

 

O medo, a tristeza, a pena, a impotência, a acomodação, a culpa são os sentimentos dominantes. Seguidos pela revolta, vergonha, desilusão e humilhação.

 

De relembrar que em 2012, os 15 equipamentos e respostas de luta contra a pobreza da Fundação AMI apoiaram um total de 31 842 pessoas com um dos 36 serviços sociais disponíveis.

AMI apoiou 1683 pessoas em situação de sem-abrigo em 2012

O número de pessoas em situação de sem-abrigo apoiadas pelos serviços sociais da AMI passou de 1445, em 2008, para 1683, no ano passado. Um aumento superior a 14 por cento.

 

O perfil da população sem-abrigo tem-se mantido constante. A maioria é constituída por portugueses (80%), de género masculino (79%) e com idades compreendidas entre os 30 e 60 anos (72%). As habilitações literárias são baixas, geralmente possuem 1º ou 2º ciclo de escolaridade (58%), sem formação profissional (69%).

 

Relativamente aos recursos formais, os mais comuns são o Rendimento de Inserção Social (23%), os apoios ou subsídios institucionais e as pensões de reforma (14%). Sublinhe-se que uma grande parte da população sem-abrigo não possui qualquer recurso (26%). Em termos de recursos informais, destaque para o apoio de amigos ou familiares (39%) e mendicidade (17%).

 

No que diz respeito aos locais onde pernoitam, a rua (escadas, prédios, carros abandonados, estações ou contentores) abarca a maior parte das pessoas em situação de sem-abrigo (23%), seguindo-se quartos ou pensões (22%), finalmente abrigos temporários ou de emergência (13%) e outras situações (33%).

20º Peditório da AMI arranca esta quinta-feira

Arranca na próxima quinta-feira, dia 9, o 20º Peditório da AMI. Durante quatro dias, a Fundação estará nas ruas apelando à participação e ao apoio da sociedade civil na “Missão de Emergência Nacional”. O aumento sem precedentes dos pedidos de ajuda leva a AMI a centrar as atividades na ação social em Portugal e, pela primeira vez, a realizar dois peditórios no mesmo ano. Um primeiro entre 9 a 12 deste mês e um segundo agendado como habitualmente para Outubro.

 

Recorde-se que, no ano passado, quase 16 mil pessoas foram apoiadas pela AMI, o valor mais elevado de sempre e que representa um aumento de 107% relativamente a 2008.

 

Pela primeira vez, quem deseje apoiar a AMI sem sair de casa pode fazê-lo através do donativo “online” no sítio https://loja.ami.org.pt/produtos/donativos/.

 

O Peditório da AMI é uma ação de rua e não porta a porta, pelo que os donativos deverão apenas ser entregues a voluntários devidamente identificados e credenciados pela AMI, que abordem as pessoas em locais públicos.

Pedidos de ajuda à AMI registam aumento de 14,5%

Há cada vez mais pessoas a solicitar apoio social à AMI. O primeiro trimestre deste ano registou um aumento de 14,5% nos pedidos de ajuda comparativamente ao período homólogo de 2012 tendo recorrido ao apoio da AMI, 8.890 pessoas.

 

Das solicitações apresentadas, merecem destaque as necessidades relacionadas com alojamento e ainda problemáticas de endividamento, rendas em atraso ou dificuldades em cumprir com o crédito à habitação.
 
Durante este primeiro trimestre aumentou, não só o número de desempregados a solicitar apoio, mais 8,8%, mas também pessoas com atividade profissional (mais 6,3% que no primeiro trimestre de 2012).
 
Recorde-se que, no ano passado, a AMI atingiu o valor mais elevado de sempre tendo apoiado 15.764 pessoas. Um aumento de 107% relativamente a 2008.
 
Para Fernando Nobre, presidente da AMI, “a crise atual demonstra-nos a absoluta e urgente necessidade de uma maior solidariedade entre todos e de um novo paradigma de sociedade, sustentado na maior equidade na redistribuição da riqueza e numa maior justiça social, algo só possível de alcançar com valores humanistas, visão estratégica e sensibilidade”.

Festa de Natal no Auditório Camões

O Auditório Camões, em Lisboa, acolheu hoje a Festa de Natal da AMI. Cerca de duas centenas de pessoas, entre beneficiários, amigos e funcionários, juntaram-se no dia 20 para celebrar o Natal, a amizade e o espírito humanitário.
O evento contou com as participações dos beneficiários dos Centro Porta Amiga de Chelas e Cascais, Nilza Brown, Mark Mekelburg, Contabandistas, Orquestra Mestre Doming...os Saraiva, UHF, Avô Cantigas, Alunos da Escola Secundária de Camões, Filipe Gonçalves e Ginástica Body&Mind. No final da festa foi oferecido um almoço-convívio a todos os participantes.
A AMI agradece ainda às empresas que tornaram possível a realização deste evento. A Festa de Natal 2012 teve o apoio da  Barraqueiro, C. M. de Almada, C. M. de Cascais, Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, ICA, Jumbo de Almada, Liceu Camões, Pasteis de Belém, Pop Attak e Unicer.