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AMI - Age, Muda, Integra

Boa governação em gestão de saúde na Guiné-Bissau

Sensibilização Práticas Familiares Essenciais

 

Há quase 30 anos que a AMI está presente na Guiné-Bissau. Uma presença que já assumiu várias formas e que, desde 2014, é feita em parceria com a UNICEF.

A AMI está presente na Guiné-Bissau há mais de 28 anos, quer com missões de emergência, quer com missões de desenvolvimento cuja principal área de intervenção é a saúde. Desde 2000 que tem vindo a renovar protocolos de cooperação com o Ministério de Saúde do país e actualmente, está a desenvolver, em parceria com a UNICEF, um projeto que contribui para a melhoria da governação no país através do reforço de boas práticas nos processos de gestão de saúde para a implementação da saúde comunitária. O principal objetivo deste é contribuir para a disponibilidade de serviços de saúde de proximidade a grávidas e crianças com menos de cinco anos na Região Sanitária de Quinara.

Na Guiné-Bissau, que tem uma população de cerca de 1,5 milhões de habitantes, estima-se que 64,7% viva em situação de pobreza, segundo o Plano Operacional de Passagem à Escala Nacional das Intervenções de Alto Impacto (POPEN) de 2012. A elevada morbilidade é o principal problema para a saúde materno-infantil e a percentagem de partos assistidos é ainda mais baixa do que a média nacional, rondando os 20%, ou seja, 630 em 2012. Pelo menos 2889 grávidas e 10913 crianças da região de Quinara são abrangidas diretamente por esta atuação, assim como 191 Agentes de Saúde Comunitária e seis Responsáveis pelas áreas sanitárias de Quinara (enfermeiros), para além dos cerca de 60.777 habitantes da região.

O papel da AMI é o de facilitar e implementar uma estratégia de saúde definida a nível nacional. Um grupo de seis supervisores operacionais da AMI faz acompanhamento deste trabalho, em estreita cooperação com a Direção Regional de Saúde e os Responsáveis por cada uma das seis áreas sanitárias de Quinara.

Com o aumento da capacidade de resposta quer ao nível da saúde preventiva, quer ao nível da saúde curativa, melhora-se ao mesmo tempo o nível de acessibilidade a serviços de saúde. Se numa fase inicial, a gestão foi assumida pela AMI em proximidade com a Direção Regional de Saúde, actualmente, com o processo de gestão uniformizado e as dificuldades identificadas e trabalhadas, o foco passou para o reforço do mecanismo de gestão regional. 

A AMI e a UNICEF tem como objectivo que esta parceria contribua de forma significativa para a capacity building, preparando os atores locais para assumir completamente a gestão das pastas como forma para garantir a sustentabilidade desta atuação a longo prazo e como forma de melhorar a governação do país na vertente da saúde comunitária. Apoiar a implementação de boas práticas de gestão de saúde comunitária assegura o acesso continuado a serviços de saúde de maior qualidade. 

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