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AMI - Age, Muda, Integra

“O nosso objetivo é chegar às cinco mil horas de voluntariado”

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Durante este mês, os clientes da FNAC são desafiados em loja pelos nossos voluntários, que se encontram a apoiar nos embrulhos de natal, a ajudar na luta contra a pobreza. Os donativos recolhidos nos mealheiros são reencaminhados para os serviços sociais da AMI em Portugal. Luísa Nemésio, secretária-geral da AMI, participa todos os anos nesta iniciativa e explica um pouco melhor a importância da mesma.

 

O que a leva a participar nesta campanha?

A FNAC desenvolveu uma parceria muito consistente com a AMI. Foi pensada e construída em conjunto para que os colaboradores da FNAC participassem ativamente e permite trazer novos parceiros para a construção de um projeto estruturado sempre em evolução. As Infotecas FNAC/AMI  permitem o acesso às novas tecnologias dos beneficiários dos Centros Porta Amiga. Um outro projeto inovador "Os novos talentos" da FNAC possibilita a projeção de jovens artistas portugueses, sendo que a venda a um preço muito acessível a qualquer cliente reverte totalmente para o financiamento das Infotecas. A campanha do Natal é outra forma de conseguir fundos para a sustentabilidade desta iniciativa.

Como poderia recusar embrulhar os presentes daqueles que participam na construção deste projeto como forma de agradecimento? Graças a eles foi possível abrir cinco infotecas em Cascais, Almada, Porto, Vila Nova de Gaia e Funchal. Espaços que acolheram mais de 95 ações de formação em Tecnologias da Informação e Comunicação com mais de 700 participantes.

 

As pessoas têm reagido favoravelmente, voluntários AMI e clientes da FNAC?

A dúvida que eventualmente possa surgir é dos voluntários estarem a retirar postos de trabalho. Uma questão que é totalmente esclarecida, uma vez que a FNAC não conta à partida com esta participação, já que é livre e sem obrigação de horários completos. A presença dos voluntários é uma forma de dar visibilidade ao projeto, esclarecer os clientes sobre o trabalho da AMI e a parceria com a FNAC e, porque não dizê-lo, um incentivo à participação ativa de mais pessoas em ações de voluntariado.

É um trabalho que os voluntários fazem com prazer porque sabem que estão a contribuir para a felicidade de quem recebe os presentes e de quem beneficia desta parceria.

 

Algum episódio ou situação que queria partilhar?

Foi particularmente grato para mim, num dos dias em que participei, ter-me encontrado com a diretora-geral da FNAC, Dra. Claúdia Almeida e Silva, que se mostrou agradavelmente surpreendida pela participação direta, de "mãos na massa" de um elemento do Conselho de Administração da AMI. Percebi que não estava de todo à espera de me encontrar atrás do balcão a fazer embrulhos no dia 24 de Dezembro!

 

Qual a importância desta iniciativa para a AMI?

É dos exemplos mais paradigmáticos da verdadeira responsabilidade social. Construir um projeto de raiz em total sintonia, sem imposições de nenhuma das partes, procurando sempre melhorar, implicando pessoas e apelando ao voluntariado. Para além disso, graças à excelente imagem e notoriedade da FNAC, com perto de duas dezenas de lojas espalhadas pelo país, permite uma projeção e visibilidade muito grande do trabalho da AMI

 

Quem quiser participar como voluntário o que terá de fazer?

Basta aceder ao site da AMI em ami.org.pt, inscrever-se como voluntário e enviar um e-mail para voluntariado@ami.org.pt  Quanto mais participações tivermos maior será visibilidade do projeto. O nosso objetivo para este ano é chegar às cinco mil horas de voluntariado para permitir alavancar pelo menos 30 mil euros a favor da luta contra a pobreza.