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AMI - Age, Muda, Integra

“Não estava à espera de encontrar tanta destruição”

De umas férias de sonho, num ambiente paradisíaco, para um cenário de destruição e catástrofe em apenas poucos dias. Sofia Costa, 28 anos, encontrava-se   juntamente com o seu companheiro Tiago Swart nas Filipinas no dia 8 de novembro, data em que o tufão Haiyan arrasou a ilha de Leyte, tirando a vida a mais 4 mil pessoas. As televisões locais alertaram para o potencial destruidor do tufão, apelando à população para tomar medidas de  precaução e segurança. “Fomos evacuados do hotel onde nos encontrávamos na ilha de Siargao para uma residência na montanha”, recorda Sofia Costa. O Haiyan atingiu, na ilha vizinha de Leyte, com máxima força, chegando ao grau 5, o mais elevado na escala de Saffir-Simpson.

 

 Passadas pouco mais de 48 horas, Sofia e Tiago foram destacados pela AMI para realizar uma missão exploratória na cidade mais   atingida pela catástrofe: Tacloban. Objetivo: recolher o máximo de informação possível sobre a situação real no terreno e estabelecer contacto com organizações locais para que a equipa de emergência da AMI iniciasse o mais   rápida e eficazmente possível a assistência humanitária à população. “Não estava à espera de encontrar tanta destruição”, confessa. “Do porto da ilha de Leyte ao centro de Tacloban são cerca de três horas de caminho. Durante esse trajeto, pude testemunhar um cenário de devastação total”. Na viagem até Tacloban, Sofia cruzou-se como as Irmãs da Caridade. Rapidamente estabeleceu contacto e, poucas horas depois, foi   visitar as instalações da congregação fundada por Madre Teresa de Calcutá. Um dos centros ficou sem teto.

 

A população apoiada nesta infraestrutura abrigava-se onde podia. Os voluntários da AMI iniciaram o primeiro auxílio com mantimentos adquiridos na ilha vizinha. “Levámos o que cabia na carrinha”, recorda. Alimentos e medicamentos, bens de  primeira necessidade. “Nos primeiros dois dias em Tacloban não tivemos tempo para dormir. Relatos de pessoas que perderam tudo. Agregados familiares de dez pessoas que passam a apenas uma, mães desesperadas à procura dos filhos, são testemunhos que nunca irei esquecer”, recorda.

 

Após dias de intenso trabalho, poucas horas de sono e muito cansaço, Sofia  pôde finalmente cumprimentar os quatro elementos da AMI que chegaram, no dia 21 de novembro, ao terreno. Era o reforço da missão de emergência.

A equipa contou com o financiamento do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e de donativos da sociedade civil através da Campanha lançada graças ao habitual e criativo apoio da Young & Rubicam.

A equipa regressou  a Portugal no dia 13 de dezembro com espírito de missão cumprida.

Sofia recorda e elogia o espírito empreendedor do povo filipino. “Num cenário de catástrofe manifestaram uma força de vontade e uma coragem  impressionantes.”

 

Distribuição alimentar e apoio médico são as prioridades de intervenção

A equipa de quatro profissionais da AMI que saiu quarta-feira de Lisboa já se juntou aos dois elementos que estão no terreno desde o passado dia 11 de Novembro.

 

Se ontem, a AMI  deu início à distribuição de kits alimentares em Tacloban, na comunidade de Baronga e em Palo (a 13 km de Tacloban), uma comunidade que ficou isolada devido à dificuldade de acesso e onde vivem 250 famílias (aproximadamente 1250 pessoas), os próximos dias estão reservados à identificação de mais zonas onde a ajuda não chega, para onde a AMI irá alargar a distribuição alimentar, a necessidade mais urgente das populações neste momento.

 

A reforçada equipa da AMI nas Filipinas está agora a avaliar a sua intervenção na área da saúde, nomeadamente, e entre outros, num hospital de campanha instalado na Catedral de Palo, uma estrutura que atende cerca de 250 pessoas por dia.

AMI reforça equipa nas Filipinas

A equipa da AMI que parte amanhã do aeroporto da Portela às 13h35 para as Filipinas, via Dubai, é constituída por 4 profissionais nas áreas da Saúde, Logística e Projetos Humanitários. Irá juntar-se aos 2 elementos que já estão no terreno, prevendo-se ainda a contratação de profissionais locais (médico, motoristas, logístico/intérprete), podendo chegar a um total de 10 elementos. 

Esta missão, com um orçamento global estimado em cerca de 40 mil euros para um mês, deverá ficar baseada em Tacloban e tem como principais objetivos a segurança alimentar e assistência médica à população da ilha de Leyte, participando no esforço coletivo de restabelecer a normalidade da vida das pessoas afetadas pela passagem do tufão Haiyan. 

Esta operação de emergência da AMI conta com o co-financiamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

AMI prepara reforço da equipa nas Filipinas

Após avaliação in loco da amplitude das necessidades, quer na ilha de Leyte, quer na cidade de Tacloban, onde testemunhou um cenário de total devastação, a equipa da AMI regressou, ontem, a Siargao, para ajudar na evacuação de cinco doentes e adquirir alimentos e água, duas das necessidades urgentes da maior parte da população da ilha de Leyte.

Neste sábado, os dois voluntários da AMI regressarão a Tacloban para melhor avaliação da sua contribuição para suprir as necessidades em articulação com os organismos de coordenação da ajuda, tendo como objetivo imediato, nesta primeira fase, providenciar assistência a três centros da Congregação das Irmãs Missionárias da Caridade de Tacloban.

Uma vez definidos o local exato e a área de trabalho da AMI,  a equipa no terreno será reforçada já na próxima semana, em função das necessidades concretas a suprir na ilha de Leyte, seja na área da saúde ou da segurança alimentar.

As Nações Unidas atualizaram o balanço desta crise humanitária, estimando agora perto de 4.500 mortos e 11,8 milhões de pessoas afetadas pela passagem do tufão Haiyan.

Entretanto, o Governo português já manifestou intenção de apoiar os esforços de ajuda humanitária às Filipinas através da missão da AMI.

É possível contribuir para o desenvolvimento desta missão da AMI nas Filipinas através da conta de emergência BES 000700150040000000672, da rede Multibanco, opção “Pagamento de Serviços”, entidade 20909 e referência 909 909 909 ou ainda efetuar um donativo online através do link: https://loja.ami.org.pt/produtos/donativos/donativo-livre

Equipa exploratória da AMI já está no país

Uma equipa da AMI está nas Filipinas e deverá chegar esta madrugada a Tacloban, uma das cidades mais afetadas pela onda de destruição semeada neste fim-de-semana pelo tufão Haiyan.  Encontrando-se atualmente na ilha de Siargao, a sul da ilha de Leyte, a equipa aguarda o reinício da circulação marítima cancelada devido ao alerta de um novo tufão para as próximas horas.

 

Os dois elementos voluntários da AMI irão fazer um levantamento de necessidades e tentar articular, junto dos parceiros locais que a AMI tem no país, a melhor forma de prestar ajuda no terreno.

 

A destruição e a inoperacionalidade das infraestruturas viárias e de comunicação e o novo alerta de tufão para as próximas horas, tem vindo a inviabilizar a ação das equipas humanitárias no local. O Governo filipino estima que 9,5 milhões de pessoas tenham sido afetadas e cerca de 620 mil tenham ficado sem alojamento. Por agora, os principais problemas apontam para a falta de água potável e de alimentos.   

 

Não é a primeira vez que a AMI atua nas Filipinas em contexto de emergência. Em 2009, também na sequência da ação destrutiva de vários tufões, que afetaram 3,5 milhões de pessoas e provocaram 2000 mortes, enviou uma equipa de dois elementos.

 

Paralelamente, a AMI apoiou o orfanato Bethany House Sto Niño, em Bulacan, através do projeto “Apoio à Alimentação das Crianças abandonadas e dependentes do Orfanato Bethany House Sto Niño”.

 

É possível contribuir para o desenvolvimento desta missão da AMI através da conta de emergência BES 000700150040000000672.

Dia Mundial da Água: Sustentabilidade e Acesso

Aproveitando a celebração do Dia Mundial da Água, agendada para amanhã, dia 22, este ano dedicada ao tema da “Água e a Cidade”, a AMI lança dois alertas e anuncia dois projectos que têm precisamente a água como elemento comum.

Perante o crescimento sem precedentes na história da humanidade da densidade populacional nas cidades de todo o mundo, ao ritmo de dois novos residentes por segundo, torna-se cada vez mais urgente e necessário a adopção de novos comportamentos para utilização mais racional deste bem essencial para a nossa sobrevivência.

Neste sentido, a AMI resolveu tomar como medida concreta a instalação de redutores de caudal de água em todas as suas instalações em Portugal, pretendendo diminuir em mais de 40 por cento o seu consumo. O objectivo desta iniciativa é por um lado, evitar o desperdício, racionalizando o uso deste recurso natural e, por outro, fomentar uma atitude ambientalmente mais responsável na construção de um planeta mais sustentável e equilibrado.

Outra questão essencial, que tem sido uma das preocupações humanitárias da AMI desde sempre, prende-se como o acesso a água potável por parte das populações mais carenciadas e esquecidas do nosso planeta. Cerca de mil milhões de pessoas ainda não tem acesso a água potável e mais de 2.1 mil milhões vivem sem saneamento básico.

Neste contexto, a AMI está a desenvolver nas Filipinas um projecto de abastecimento de água à comunidade rural Damayan, na Província de Zambales, situada na ilha de Luzon, a norte do país. Por apenas 3.650 euros mais de 100 famílias (com quatro a cinco elementos por agregado familiar) irão ter acesso a água potável para consumo e para actividades agrícolas de subsistência. O projecto prevê captação, canalização e a construção de um reservatório de água.

Nova equipa da AMI partiu hoje para as Filipinas

 

Press-Release
 
Dois elementos da Fundação AMI partiram hoje para as Filipinas em missão exploratória. Esta missão tem como objectivo realizar um diagnóstico e proceder ao levantamento das necessidades da população afectada pelos dois furacões que, na semana passada, arrasaram o país afectando mais de 3 milhões de pessoas e deixando cerca de 800.000 desalojados e preparar o terreno para uma intervenção de emergência.
 
A AMI procurará coordenar a sua acção com as autoridades nacionais e organizações internacionais presentes no terreno tendo em vista, num primeiro momento, a assistência médica de emergência e prevenção de surtos de doenças e, numa segunda fase, o acompanhamento e recuperação das populações procurando minimizar os efeitos desta catástrofe.   
 
De salientar que a AMI conta já com o apoio de parceiros no terreno. A estratégia de apoiar ONG’s um pouco por todo o mundo revela-se, uma vez mais, fundamental. Para além do apoio ao desenvolvimento, este tipo de intervenção permite a criação de pontes para um conhecimento rápido e aprofundado do terreno, crucial para a implementação de uma operação de emergência nesses territórios. No caso concreto das Filipinas, a AMI apoia, desde 2007, através de financiamento da alimentação, educação e inserção social, as crianças órfãs do Bethany House Sto Niño.