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AMI - Age, Muda, Integra

Pedidos de ajuda à AMI atingem valores preocupantes

 

Em vésperas do Dia Mundial da Alimentação (Sábado), dedicado este ano à fome e ao direito à alimentação, e do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (Domingo), nunca a Fundação AMI registou, na sua história, tantos pedidos de ajuda como neste ano. A situação é, na óptica da AMI, preocupante já que começam a faltar respostas que permitam alterar a evolução da pobreza em Portugal.

Só nos primeiros seis meses deste ano, a AMI apoiou 7026 pessoas, mais do que o total registado em 2005 e 2006 e que representam cerca de 75% do total registado em 2009.

Os números relativos aos novos casos de pobreza também seguiram esta tendência ao longo do primeiro semestre de 2010. Só de Janeiro a Junho, foram 2474 as pessoas que recorreram pela primeira vez ao apoio social da AMI. Um crescimento de 26% face a idêntico período do ano anterior, o que é indicador de que as situações de pobreza continuam a crescer e todos os anos novos casos surgem dando conta do aumento do fenómeno.

Mas os aumentos não ficam por aqui. O mais significativo atinge a população sem-abrigo. Só no primeiro semestre deste ano, as equipas de rua da AMI apoiaram 113 pessoas. Mais do dobro do que no ano passado (54) em idêntico período.

A AMI teme ainda que, a confirmar-se este ritmo nos pedidos de ajuda, 2010 seja o ano em que se batam todos os recordes desde que a Fundação existe.

No que diz respeito ao perfil das novas pessoas que procuram os serviços sociais da AMI, a grande maioria destas encontra-se em plena idade activa, tendo entre 21 a 59 anos. Outro elemento importante de assinalar é que 76% é de nacionalidade portuguesa.

Regista-se ainda que a maioria da população que recorreu à AMI neste primeiro semestre encontra-se em situação de desemprego (79%) tendo como principais recursos, os subsídios e apoios institucionais e o apoio de familiares ou amigos. Relativamente ao Rendimento Social de Inserção (RSI) verificou-se um aumento do número de beneficiários, comparativamente com o mesmo período do ano passado, tendo passado de 18% para 21%.

O principal motivo verbalizado de recurso aos Centros Porta Amiga é a precariedade financeira e o serviço que maior procura registou neste período de tempo foi o da distribuição de géneros alimentares, roupa e medicamentos.

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