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AMI - Age, Muda, Integra

Balanço de 10 anos pós Tsunami no Sri Lanka

No dia 26 de dezembro de 2004, vários sismos seguidos de Tsunami ocorreram no sudeste asiático, com um efeito devastador em 11 países do Oceano Índico, causando centenas de milhares de mortos, desaparecidos, deslocados e sem abrigo.

O Sri Lanka foi um dos países mais afetados por esta tragédia, tendo o seu Governo declarado estado de emergência e lançado um pedido de auxílio internacional. No final de janeiro, contabilizavam-se cerca de 300.000 mortos em todo o sudeste asiático, 40.000 destes no Sri Lanka. Neste país, registaram-se ainda quase 5.700 desaparecidos, 15.200 feridos e 41.300 famílias (cerca de 168.000 pessoas) alojadas em campos de deslocados.

Rapidamente, a AMI decidiu intervir no Sri Lanka, não só porque foi um dos países mais afetados como também por ser um dos mais pobres.

Em 28 de dezembro de 2004 partiram para o terreno o Dr. Fernando Nobre, Presidente da AMI, e o Dr. José Luís Nobre, Administrador e Diretor do Departamento Logístico, com o objetivo de realizar uma missão exploratória para preparar a chegada da equipa expatriada.

No dia seguinte, 29 de dezembro, partiram 8 voluntários num avião fretado pela AMI, onde foram também enviadas 10 toneladas de alimentos, equipamentos e outros bens de ajuda humanitária.

Com a maior parte das estradas cortadas, a equipa exploratória procedeu ao aluguer de dois jeeps para transporte da equipa para Galle e Kalutara, cerca de 120 km a Sul de Colombo. Depois de um processo moroso de perto de 12 horas, as dez toneladas de bens de ajuda humanitária que a AMI enviou foram distribuídas aos deslocados a partir do dia seguinte ao desalfandegamento dos mesmos.

Instalada no Sul do Sri-Lanka, a equipa começou a operar em pleno, prestando apoio a campos de deslocados num raio de 30 km de Beruwala, em Sathgama.

Entretanto, em Portugal, foi impressionante a mobilização da sociedade civil (Amigos da AMI, entidades públicas e privadas) para ajudar no apoio às vítimas. Desde o dia 27 de dezembro de 2004 e durante as primeiras semanas de janeiro de 2005, não pararam de chegar chamadas telefónicas para a sede da AMI, de pessoas e empresas oferecendo ajuda financeira, donativos em espécie, apoio logístico, ajuda em serviços e voluntariado.

A AMI angariou 2.786.661,79€ até julho de 2005, um montante que permitiu manter uma equipa expatriada no Sri Lanka até janeiro de 2006. Esta generosidade levou a que, paralelamente à missão médico-sanitária de emergência fossem estabelecidos contactos para preparar projetos a médio e longo prazo de reabilitação de estruturas médicas e sociais, tendo permitido a ajuda da AMI manter-se por mais 10 anos através de projetos em parceria com organizações locais.

Mais informações sobre os projetos da AMI no Sri Lanka no link: http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p7p28p135&l=1

AMI inaugura centro cultural e social D. Lourenço de Almeida no Sri Lanka

Press Release

 
O presidente e fundador da AMI, Fernando Nobre, desloca-se no próximo Domingo, dia 14 de Março, ao Sri Lanka, para a inauguração do Centro Social e Cultural Dom Lourenço de Almeida, em Batticaloa. O projecto financiado pela AMI, em cerca de 536 mil euros, será inaugurado na próxima quinta-feira. O centro irá desenvolver actividades sócio-culturais, de formação e conferências ao serviço da comunidade local de Batticaloa e será também a sede da Fundação Burgher Portugal-Sri Lanka, fundada em 2006 com o apoio da AMI.
 
O nome do centro é uma homenagem ao navegador português D. Lourenço de Almeida, que no séc.XVI chegou à Taprobana, tendo levado à fundação de Colombo, em 1517, e estendido assim a influência portuguesa à região, cujas marcas ainda são visíveis.
 
Este projecto insere-se no trabalho humanitário que a AMI tem vindo a realizar no Sri Lanka desde o tsunami, que assolou o sudoeste asiático, em 26 de Dezembro de 2004, causando mais de 300 mil mortes.
 
Dos projectos no Sri Lanka apoiados pela ONG portuguesa, destaque para a parceria com o orfanato St. Vincent´s Home que acolhe cerca de 200 crianças, em Maggona, a construção de um edifício de três andares no orfanato D. Bosco Boys Home, também em Maggona, aumentando assim a capacidade de acolhimento de 96 para 160 crianças e ainda o Centro para a Sociedade de Religião em Colombo cujo objectivo primordial é a promoção dos direitos humanos através do diálogo entre as religiões predominantes no país, nomeadamente o Budismo, Hinduísmo, o Cristianismo e o Islamismo.
 
 A AMI tem vindo assim a apostar no Sri Lanka em projectos sustentados pós-crise, investindo ao longo destes mais de cinco anos perto de dois milhões de euros dos 2,8 recebidos da sociedade civil.

Sri Lanka – Cinco anos após tsumani ajuda humanitária continua

 

Press Release

 
Passados cinco anos sobre o Tsunami de 26 de Dezembro que assolou o sudoeste asiático causando mais de 300 mil mortes, ainda existem trabalhos humanitários em curso. A Assistência Médica Internacional (AMI) continua a apoiar várias estruturas sociais no Sri Lanka para que a recuperação das mais de 40 mil famílias afectadas pela catástrofe seja sustentada, duradoura e as cicatrizes da memória gradualmente desapareçam. Após aquela que foi uma das mais prolongadas missões de emergência da ONG portuguesa que, em 48 horas, fretou um avião levando para o terreno uma equipe de oito elementos e 10 toneladas de alimentos e material de campanha, a AMI tem vindo, desde então, e de forma sustentada, a apoiar seis organizações locais a desenvolverem dezenas de projectos sociais tão diversos quanto importantes e essenciais. Desde a ampliação de um orfanato até à atribuição de microcrédito a 250 pessoas de 8 aldeias, passando pela criação de um centro social, a ajuda humanitária não parou ao longo destes cinco anos, pois as sequelas da tragédia ainda estão bem presentes no tecido social e na memória colectiva do povo do Sri Lanka.
 
As crianças têm sido uma das preocupações da AMI, especialmente em cenários de catástrofe natural, por constituírem um grupo especialmente vulnerável, sobretudo num contexto particularmente difícil como é a perda de familiares e habitação. Dos projectos desenvolvidos no Sri Lanka pela ONG portuguesa destaque para a parceria com o orfanato St. Vicent´s Home que acolhe cerca de 200 crianças, em Maggona, e a construção de um edifício de dois andares no orfanato D. Bosco Boys Home, aumentando assim a capacidade de acolhimento desta estrutura de 96 para 160 crianças.
 
De destacar ainda a criação pela AMI da fundação Portugal-Sri Lanka Burgher Fundation que desenvolve actividades na área de formação técnica e capacitação da população e ainda do Centro Social e Cultural D. Lourenço de Almeida, dedicado à educação, formação e desenvolvimento de projectos e actividades socioculturais.
 
Recorde-se que no dia 26 de Dezembro de 2004, vários sismos seguidos de tsunami ocorreram no sudoeste asiático, provocando um efeito devastador em 11 países do Oceano Índico, com milhares de mortos, desaparecidos, deslocados e sem abrigo. O Sri Lanka foi um dos países mais afectados por esta tragédia, tendo o seu governo declarado estado de emergência e lançado um pedido de auxílio internacional. No final de Janeiro contabilizavam-se cerca de 300 mil mortes em todo o sudeste asiático.
 
A AMI vem desenvolvendo um projecto sustentado p ós-crise essencialmente no Sri Lanka, tendo investido ao longo destes cinco anos quase dois milhões de euros dos 2,8 recebidos da sociedade civil.